Publicacao/Comunicacao
Intimação - decisão
DECISÃO
APELANTE: MARIA APARECIDA NOGUEIRA DIAS Advogados do(a)
APELANTE: CRISTIANO RODRIGO DEL DEBBIO - SP173605-A, JULIANA CANGUSSU SILVEIRA POSSEBON - DF36935-A
APELADO: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL REPRESENTANTE: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL OUTROS PARTICIPANTES: PARTE RE: REINALDO ERNANI, CENTRO MEDICO INTEGRADO JARDIM LTDA, LUIZ FERNANDO VALENTE REBELO, JOSE OSWALDO DE OLIVEIRA JUNIOR, EDMUNDO ANDERI JUNIOR, ANTONIO FERNANDO GONCALVES COSTA, CLEBER RESENDE, MARIO RUBEM RIBEIRO PENA DIAS, JOEL SCHMILLEVITCH, OSSAMU TANIGUCHI, ANGELO JOSE LUCCHESI, MARCEL CAMMAROSANO, JOSE ANTONIO BENTO, SAVIO RINALDO CERAVOLO MARTINS, PAULO ROBERTO CASSIANO DA SILVA, MILTON JORGE DE CARVALHO ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARCELO MOREIRA MONTEIRO - SP208678-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARIA CECILIA LOBO - SP29015 ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARCOS ROBERTO PIMENTEL - SP144736-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARIA INES HERNANDES RAMOS - SP179958 ADVOGADO do(a) PARTE RE: LUIZ GONZAGA SIGNORELLI - SP10022 ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARCOS ROBERTO PIMENTEL - SP144736-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CARLOS FRANCISCO DE MAGALHAES - SP17345-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARIA CECILIA LOBO - SP29015 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: PAULO ROBERTO DIAS - SP16023 ADVOGADO do(a) PARTE RE: ALYNE MACHADO SILVERIO DE LIMA BERNARDI - SP259956 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 PODER JUDICIÁRIO Tribunal Regional Federal da 3ª Região 1ª Turma APELAÇÃO CÍVEL (198) Nº 5002964-10.2020.4.03.6126 RELATOR: Gab. 03 - DES. FED. COTRIM GUIMARÃES
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APELADO: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL REPRESENTANTE: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL OUTROS PARTICIPANTES: PARTE RE: REINALDO ERNANI, CENTRO MEDICO INTEGRADO JARDIM LTDA, LUIZ FERNANDO VALENTE REBELO, JOSE OSWALDO DE OLIVEIRA JUNIOR, EDMUNDO ANDERI JUNIOR, ANTONIO FERNANDO GONCALVES COSTA, CLEBER RESENDE, MARIO RUBEM RIBEIRO PENA DIAS, JOEL SCHMILLEVITCH, OSSAMU TANIGUCHI, ANGELO JOSE LUCCHESI, MARCEL CAMMAROSANO, JOSE ANTONIO BENTO, SAVIO RINALDO CERAVOLO MARTINS, PAULO ROBERTO CASSIANO DA SILVA, MILTON JORGE DE CARVALHO ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARCELO MOREIRA MONTEIRO - SP208678-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARIA CECILIA LOBO - SP29015 ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARCOS ROBERTO PIMENTEL - SP144736-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARIA INES HERNANDES RAMOS - SP179958 ADVOGADO do(a) PARTE RE: LUIZ GONZAGA SIGNORELLI - SP10022 ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARCOS ROBERTO PIMENTEL - SP144736-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CARLOS FRANCISCO DE MAGALHAES - SP17345-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARIA CECILIA LOBO - SP29015 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: PAULO ROBERTO DIAS - SP16023 ADVOGADO do(a) PARTE RE: ALYNE MACHADO SILVERIO DE LIMA BERNARDI - SP259956 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 R E L A T Ó R I O O Exmo. Sr. Desembargador Federal COTRIM GUIMARÃES (Relator):Trata-se de embargos de declaração opostos pela União Federal contra o v. acórdão que reconheceu que terceiro alheio à execução fiscal pode defender seus bens por embargos do devedor ou de terceiros. Em prequestionamento, a embargante alega omissão e contradição no julgamento, pois, no caso, o cônjuge da embargada foi excluído do polo passivo da cobrança por não ter responsabilidade pela dívida, motivo pelo qual o interesse processual de ambos se restringe aos embargos de terceiros, já que nenhum deles á parte na execução fiscal. Com resposta. É o relatório. PODER JUDICIÁRIO Tribunal Regional Federal da 3ª Região 1ª Turma APELAÇÃO CÍVEL (198) Nº 5002964-10.2020.4.03.6126 RELATOR: Gab. 03 - DES. FED. COTRIM GUIMARÃES
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APELANTE: CRISTIANO RODRIGO DEL DEBBIO - SP173605-A, JULIANA CANGUSSU SILVEIRA POSSEBON - DF36935-A
APELADO: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL REPRESENTANTE: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL OUTROS PARTICIPANTES: PARTE RE: REINALDO ERNANI, CENTRO MEDICO INTEGRADO JARDIM LTDA, LUIZ FERNANDO VALENTE REBELO, JOSE OSWALDO DE OLIVEIRA JUNIOR, EDMUNDO ANDERI JUNIOR, ANTONIO FERNANDO GONCALVES COSTA, CLEBER RESENDE, MARIO RUBEM RIBEIRO PENA DIAS, JOEL SCHMILLEVITCH, OSSAMU TANIGUCHI, ANGELO JOSE LUCCHESI, MARCEL CAMMAROSANO, JOSE ANTONIO BENTO, SAVIO RINALDO CERAVOLO MARTINS, PAULO ROBERTO CASSIANO DA SILVA, MILTON JORGE DE CARVALHO ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARCELO MOREIRA MONTEIRO - SP208678-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARIA CECILIA LOBO - SP29015 ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARCOS ROBERTO PIMENTEL - SP144736-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARIA INES HERNANDES RAMOS - SP179958 ADVOGADO do(a) PARTE RE: LUIZ GONZAGA SIGNORELLI - SP10022 ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARCOS ROBERTO PIMENTEL - SP144736-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CARLOS FRANCISCO DE MAGALHAES - SP17345-A ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: MARIA CECILIA LOBO - SP29015 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 ADVOGADO do(a) PARTE RE: PAULO ROBERTO DIAS - SP16023 ADVOGADO do(a) PARTE RE: ALYNE MACHADO SILVERIO DE LIMA BERNARDI - SP259956 ADVOGADO do(a) PARTE RE: CESAR BORGES - SP147330 V O T O O Exmo. Sr. Desembargador Federal COTRIM GUIMARÃES (Relator): ao contrário do alegado pela embargante, o fato de o cônjuge da embargada ter sido excluído do polo passivo da execução fiscal não impede a aplicação da fungibilidade, uma vez que a parte ideal do imóvel pertencente a ambos ainda continua penhorada, qual pode ser defendida tanto por embargos de terceiros como por embargos do devedor, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, mesmo porque a parte embargada foi intimada da penhora. O acórdão embargado não é contraditório, pois o resultado do julgamento decorre logicamente de sua fundamentação. Os presentes embargos de declaração devem ser rejeitados, pois as questões suscitadas neste recurso foram expressa ou implicitamente apreciadas. O atual Código de Processo Civil reforça entendimento manifestado anteriormente a respeito ao prescrever o cabimento dos embargos de declaração contra qualquer decisão, para esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material. Acrescentou, ainda, legislação as hipóteses há muito admitidas pela jurisprudência, como exemplo do erro material, e autorizou a sua oposição contra decisão que deixa de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos, em incidentes de assunção de competência, ou em qualquer das hipóteses descritas no art. 489, § 1º, do CPC/15. Observe-se: Art. 1.022. Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para: I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento; III - corrigir erro material. Parágrafo único. Considera-se omissa a decisão que: I - deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento; II - incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1o. (..) Art. 489. São elementos essenciais da sentença: (...) § 1o Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que: I - se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida; II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidência no caso; III - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento. Nesse sentido, oportuno citar trecho do voto do Des. Fed. Johonsom di Salvo, Relator da Ação Rescisória n. 2007.03.00.029798-0, julgado em 19.03.2012 pela 1ª Seção desta E. Corte e publicado no DJU em 23.03.2012, pois didaticamente explicitou as hipóteses de cabimento dos Embargos de declaração e quando são incabíveis, principalmente no caso de ter efeito infringente: "São possíveis embargos de declaração somente se o acórdão ostentar pelo menos um dos vícios elencados no artigo 535 do Código de Processo Civil (STJ: EDcl no AgRg na Rcl 4.855/MG, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 13/04/2011, DJe 25/04/2011 - EDcl no AgRg no REsp 1080227/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 22/03/2011, DJe 30/03/2011 - EDcl no AgRg no REsp 1212665/PR, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 01/03/2011, DJe 28/03/2011; STF: Rcl 3811 MC-AgR-ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/03/2011, DJe-056 DIVULG 24-03-2011 PUBLIC 25-03-2011 EMENT VOL-02489-01 PP-00200 - AI 697928 AgR-segundo-ED, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, julgado em 07/12/2010, DJe-052 DIVULG 18-03-2011 PUBLIC 21-03-2011 EMENT VOL-02485-01 PP-00189), sendo incabível o recurso (ainda mais com efeitos infringentes) para: a) compelir o Juiz ou Tribunal a se debruçar novamente sobre a matéria já decidida, julgando de modo diverso a causa, diante de argumentos "novos" (STJ: EDcl no REsp 976.021/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/04/2011, DJe 02/05/2011 - EDcl no AgRg na Rcl 4.855/MG, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 13/04/2011, DJe 25/04/2011 - EDcl no AgRg no Ag 807.606/GO, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 12/04/2011, DJe 15/04/2011 - AgRg no REsp 867.128/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 22/02/2011, DJe 11/04/2011), ainda mais quando resta claro que as partes apenas pretendem "o rejulgamento da causa, por não se conformarem com a tese adotada no acórdão" (STJ: EDcl no REsp 1219225/MG, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 07/04/2011, DJe 15/04/2011 - EDcl no AgRg no REsp 845.184/SP, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 15/03/2011, DJe 21/03/2011 - EDcl no AgRg no Ag 1214231/AL, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 14/12/2010, DJe 01/02/2011 - EDcl no MS 14.124/DF, Rel. Ministro JORGE MUSSI, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 27/10/2010, DJe 11/02/2011), sendo certo que a "insatisfação" do litigante com o resultado do julgamento não abre ensejo a declaratórios (STJ: EDcl no AgRg nos EREsp 884.621/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 27/04/2011, DJe 04/05/2011); (grifos nossos) b) compelir o órgão julgador a responder a "questionários" postos pela parte sucumbente, que não aponta de concreto nenhuma obscuridade, omissão ou contradição no acórdão (STJ: EDcl no REsp 1098992/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 26/04/2011, DJe 05/05/2011 - EDcl no AgRg na Rcl 2.644/MT, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 23/02/2011, DJe 03/03/2011 - EDcl no REsp 739/RJ, Rel. Ministro ATHOS CARNEIRO, QUARTA TURMA, julgado em 23/10/1990); (grifos nossos) c) fins meramente infringentes (STF: AI 719801 ED, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 12/04/2011, DJe-082 DIVULG 03-05-2011 PUBLIC 04-05-2011 EMENT VOL-02514-02 PP-00338 -; STJ: AgRg no REsp 1080227/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/12/2010, DJe 07/02/2011). A propósito, já decidiu o STJ que "...a obtenção de efeitos infringentes nos aclaratórios somente é possível, excepcionalmente, nos casos em que, reconhecida a existência de um dos defeitos elencados nos incisos do mencionado art. 535, a alteração do julgado seja conseqüência inarredável da correção do referido vício, bem como nas hipóteses de erro material ou equívoco manifesto, que, por si sós, sejam suficientes para a inversão do julgado" (EDcl no AgRg no REsp 453.718/MS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 05/10/2010, DJe 15/10/2010); d) resolver "contradição" que não seja "interna" (STJ: EDcl no AgRg no REsp 920.437/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 17/02/2011, DJe 23/02/2011); (grifos nossos) e) permitir que a parte "repise" seus próprios argumentos (STF: RE 568749 AgR-ED, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 19/04/2011, DJe-086 DIVULG 09-05-2011 PUBLIC 10-05-2011 EMENT VOL-02518-02 PP-00372); (grifos nossos) f) prequestionamento, se o julgado não contém algum dos defeitos do artigo 535 do Código de Processo Civil, pois "...necessidade de prequestionamento não se constitui, de per si, em hipótese de cabimento dos embargos de declaração" (AgRg no REsp 909.113/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/04/2011, DJe 02/05/2011). (grifos nossos) Diante disso, constata-se a impertinência destes declaratórios. (...) É como voto." Convém salientar, também, que o dispositivo legal supramencionado não franqueia à parte a rediscussão da matéria contida nos autos, consoante se verifica do precedente do Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE QUALQUER DOS VÍCIOS ELENCADOS NO ART. 1.022 DO CPC/2015. MERO INCONFORMISMO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver na decisão obscuridade, contradição, omissão ou erro material, consoante dispõe o art. 1.022 do CPC/2015. 2. No caso concreto, não se constatam os vícios alegados pela parte embargante, que busca rediscutir matéria devidamente examinada pela decisão embargada, o que é incabível nos embargos declaratórios. 3. Embargos de declaração rejeitados. (STJ - EDcl no AgRg no AREsp: 801800 RJ 2015/0264988-7, Relator: Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, Data de Julgamento: 26/04/2016, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 02/05/2016) É pacífico que o juiz ou tribunal deve decidir a questão controvertida indicando os fundamentos jurídicos de seu convencimento, manifestando-se sobre todos os argumentos capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada, não estando, porém, obrigado a responder "questionários" ou analisar alegações incapazes de conferir à parte os efeitos pretendidos. Nesse sentido há inúmeros precedentes de Tribunais Regionais Federais, como os seguintes: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REQUISITOS. INOCORRÊNCIA. 1. Nos termos do art. 1.022 do NCPC (Lei nº 13.105/15), cabem embargos declaratórios para esclarecer obscuridade ou eliminar contradição (inc. I); suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento (inc. II) e para corrigir erro material (inc. III). 2. O parágrafo único do citado dispositivo legal estabelece que se considera omissa a decisão que deixar de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento ou que incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, parágrafo 1º. 3. In casu, não se verifica nenhum dos vícios, pois a omissão apontada pelo embargante não se afigura capaz de infirmar os argumentos deduzidos no decisum atacado e, em consequência, alterar a conclusão nele adotada pelo julgador. 4. Ademais, a decisão impugnada restou proferida à luz do art. 535 do CPC/73, que não exigia o enfrentamento de 'todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador". (parágrafo 1º, inc. IV, art. 489 do NCPC) 5. Embargos desprovidos. (TRF-5 - APELREEX: 08043710220154058300 PE, Relator: Desembargador Federal Paulo Machado Cordeiro, Data de Julgamento: 31/03/2016, 3ª Turma) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. (...) 2. Os embargos declaratórios têm cabimento restrito às hipóteses versadas nos incisos I a III do art. 1.022 do CPC/2015 (incisos I e II do art. 535 do CPC/1973). Justificam-se, pois, em havendo, no decisum objurgado, erro, obscuridade, contradição ou omissão quanto a ponto sobre o qual deveria ter havido pronunciamento do órgão julgador, contribuindo, dessa forma, ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. 3. O Código de Processo Civil vigente considera omisso, dentre outros, o provimento jurisdicional que não enfrenta todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador, nos termos do art. 1.022, parágrafo único, II c/c art. 489, § 1º, IV, ambos do CPC/2015. 4. A omissão alegada não houve, vez que a questão dos repasses já passara pelo crivo do voto condutor do agravo interno e de anteriores embargos de declaração. 5. Embargos de declaração a que se nega provimento. (TRF-2 00066317920114020000 RJ 0006631-79.2011.4.02.0000, Relator: MARCUS ABRAHAM, Data de Julgamento: 17/05/2016, 3ª TURMA ESPECIALIZADA, ) Na verdade, matéria controvertida foi analisada de forma fundamentada, aplicando a legislação específica e apoiando-se em jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça. Verifica-se, portanto, o nítido caráter infringente do recurso, por meio do qual pretende a embargante a rediscussão da matéria, com a modificação do resultado do acórdão, prática incompatível com a natureza dos embargos declaratórios.
Requerente: MARIA APARECIDA NOGUEIRA DIAS
Requerido: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e outros EMENTA Direito processual civil. Embargos de declaração. Execução fiscal. Cabimento. Inexistência de omissão ou contradição. Embargos rejeitados. I. Caso em exame Embargos de declaração opostos pela União Federal contra acórdão que reconheceu a possibilidade de terceiro alheio à execução fiscal defender seus bens por meio de embargos do devedor ou de terceiros. A União alega omissão e contradição, sustentando que, tendo o cônjuge da embargada sido excluído do polo passivo da execução, ambos teriam interesse apenas nos embargos de terceiros. II. Questão em discussão A questão em discussão consiste em saber se o acórdão embargado apresenta omissão ou contradição ao permitir a utilização dos embargos do devedor por terceiro que não figura no polo passivo da execução fiscal, em razão da penhora de fração ideal de bem imóvel. III. Razões de decidir Não há omissão nem contradição no acórdão embargado. A exclusão do cônjuge da embargada do polo passivo não impede o reconhecimento da fungibilidade entre os embargos de devedor e os embargos de terceiro, especialmente quando há penhora sobre fração ideal de imóvel em condomínio. As alegações da embargante traduzem mero inconformismo, visando rediscutir matéria já decidida, hipótese que não se enquadra nas hipóteses legais dos embargos de declaração, previstas no art. 1.022 do CPC. Não há vícios na decisão, que enfrentou de forma clara e fundamentada todos os pontos relevantes. A jurisprudência do STJ e do STF é firme no sentido de que os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do mérito, salvo nas hipóteses de erro material, omissão, contradição ou obscuridade, o que não se verifica no caso. IV. Dispositivo e tese Embargos de declaração rejeitados. Tese de julgamento: “1. A utilização dos embargos do devedor por terceiro que teve fração ideal de bem penhorado é possível, nos termos da jurisprudência do STJ, desde que tenha sido intimado da penhora. 2. A ausência de omissão ou contradição no acórdão impede a utilização dos embargos de declaração como meio de rediscussão da matéria.” Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 1.022, 489, §1º. Jurisprudência relevante citada: STJ, EDcl no AgRg no AREsp 801800/RJ, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, 4ª Turma, j. 26.04.2016; STF, ADPF nº 130, Rel. Min. Ayres Britto, Plenário, j. 30.04.2009. ACÓRDÃO
Acórdão - PODER JUDICIÁRIO Tribunal Regional Federal da 3ª Região 1ª Turma APELAÇÃO CÍVEL (198) Nº 5002964-10.2020.4.03.6126 RELATOR: Gab. 03 - DES. FED. COTRIM GUIMARÃES
Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração, nos termos da fundamentação supra. É como voto. Autos: APELAÇÃO CÍVEL - 5002964-10.2020.4.03.6126 Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, a Primeira Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. COTRIM GUIMARÃES Desembargador Federal