Publicacao/Comunicacao
Intimação - SENTENÇA
SENTENÇA
AUTOR: SADRAQUE FLOR DA SILVA Advogados do(a)
AUTOR: CRISTINA MOTA DA SILVA - SP396996, PATRICIA BORGES ORLANDO DE OLIVEIRA - SP211527
REU: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS SENTENÇA Sadraque Flor da Silva ajuizou ação contra o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS visando a concessão do benefício de aposentadoria especial, com direito adquirido antes da Emenda Constitucional 13/2019 (NB 46/202607564-0), desde a DER, aos 27.06.2021, mediante acolhimento dos períodos especiais de 11.10.1988 a 13.11.1989 (Gressit Revestimentos), de 07.08.1990 a 23.10.1990 (Socorro Serviços Temporários), de 24.10.1990 a 10.01.1992 (Agrícola e Construtora Monte Azul), de 04.02.1993 a 01.10.1993 (Pires Serviços Gerais a Banco e Empresas), de 04.12.1993 a 02.05.1994 (Enterpa Engenharia Ltda.), de 01.02.1995 a 01.02.2007 (Serv San Saneamento Técnico e Comércio), de 13.09.2007 a 25.08.2016 (Clean Mall Serviços) e de 03.07.2017 a 20.09.2017 (Side Multiserviços e Treinamento). Requereu a AJG. Certidão de prevenção negativa. Decisão judicial deferiu AJG e determinou a citação do INSS (Id. 247340863). Contestação do INSS, alegou incompetência absoluta da Justiça Federal para retificar PPP, prescrição, e pugnou pela improcedência (Id. 250916842). Réplica, parte autora solicitou o reconhecimento dos períodos como especial, ou subsidiariamente conceder a perícia judicial (Id. 255759406). Juntou cópia de CBO (Id. 255759407), relatório de tempo de contribuição atualizada (Id. 255759409) e cálculo da RMI (Id. 255759410). Intimado acerca dos documentos juntados pela parte autora (Id. 260793672), INSS reiterou todos os termos da Contestação (Id. 260900792). Proferida decisão saneadora, com delimitação objetiva das provas pertinentes a cada um dos liames controversos. Nada mais sendo requerido, determinada a abertura de conclusão para julgamento (Id. 264078544). Juntado outro PPP (Id. 267354350). Ciência ao INSS (Id. 267913584). O INSS sustentou que a profissiografia não havia sido apresentada no processo administrativo (Id. 268216352). Vieram os autos conclusos. É o relatório. Decido. Preclusa a oportunidade para a produção de outras provas (Id. 264078544). As partes controvertem acerca do direito à percepção de aposentadoria por tempo de contribuição, mediante conversão de períodos especiais. Sobre o reconhecimento do tempo especial, deve ser dito que a aposentadoria especial foi inicialmente prevista pelo artigo 31 da Lei n. 3.807/60 (Lei Orgânica da Previdência Social) e destinada para os segurados que tivessem exercido atividade profissional, em serviços que fossem considerados penosos, insalubres ou perigosos.
autora: “manutenção do jardim, despraguejamento, refilamento, coroamento, adubação, irrigação e corte de grama, aplicação de defensivos contra pragas, plantar de mudas, varrer ruas adjacentes ao jardim (...)” não menciona o uso de ferramentas de corte ou evidencia a proximidade com outras fontes emissoras de pressão sonora tão elevada, sendo o contato meramente eventual ou intermitente. A exposição intermitente a agentes agressivos não é suficiente para a atividade ser considerada como tempo especial, para fins previdenciários, na forma do artigo 57, § 3º, da LBPS. Dessa forma, os períodos não devem ser considerados especiais. Em face do expendido, com resolução de mérito (art. 487, I, CPC), JULGO IMPROCEDENTES os pedidos formulados na inicial. Condeno a parte autora ao pagamento das custas processuais e ao pagamento de honorários de advogado, no importe de 10% (dez por cento) sobre o valor da causa (art. 85, § 2º, CPC). No entanto, sopesando que o demandante é beneficiário da AJG, a cobrança remanescerá sob condição suspensiva de exigibilidade, cabendo ao credor demonstrar que houve superação da situação de insuficiência de recursos, no prazo de 5 (cinco) anos (art. 98, § 3º, CPC). Após o trânsito em julgado, arquivem-se os autos. Publicada e registrada eletronicamente. Intimem-se. São Paulo, 28 de fevereiro de 2023. Fábio Rubem David Müzel Juiz Federal
Intimação - PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) Nº 5004008-19.2022.4.03.6183 / 8ª Vara Previdenciária Federal de São Paulo Trata-se, na verdade, de uma modalidade de aposentadoria por tempo de serviço, com redução deste, em função das peculiares condições sob as quais o trabalho é prestado, presumindo a lei que o seu desempenho não poderia ser efetivado pelo mesmo período das demais atividades profissionais. Posteriormente, o artigo 26 do Decreto n. 77.077/76 (Consolidação das Leis da Previdência Social) manteve a previsão da aposentadoria diferenciada em razão do grau de exposição da saúde do trabalhador, embora com algumas modificações. Tanto a Lei n. 3.807/60 como o Decreto n. 77.077/76 relegaram ao Poder Executivo a tarefa de especificar quais atividades seriam consideradas insalubres, penosas ou perigosas. O Decreto n. 53.831/1964 foi o primeiro a trazer a lista de atividades especiais para efeitos previdenciários, tendo como base a atividade profissional ou a exposição do segurado a agentes nocivos. Já o Decreto n. 83.080/79 estabeleceu nova lista de atividades profissionais, agentes físicos, químicos e biológicos presumidamente nocivos à saúde, para fins de aposentadoria especial, sendo que, o Anexo I classificava as atividades de acordo com os agentes nocivos enquanto que o Anexo II trazia a classificação das atividades segundo os grupos profissionais. O Decreto n. 53.831/64 e o Decreto n. 83.080/79 tiveram vigência concomitante, de modo que é aplicável a regra mais benéfica para o trabalhador, nas hipóteses de aparente conflito entre as normas. Com o advento da Lei n. 6.887/80, ficou claramente explicitado na legislação a hipótese da conversão do tempo laborado em condições especiais em tempo comum, de forma a harmonizar a adoção de dois sistemas de aposentadoria díspares, um comum e outro especial. A interpretação sistemática das normas concernentes às aposentadorias vigentes à época permite-nos concluir que a conversão do tempo especial em comum sempre foi possível, mesmo no regime anterior ao advento da Lei n. 6.887/80, diante da própria diferença entre o tempo de serviço exigido para requerer-se uma ou outra. A Consolidação das Leis da Previdência Social CLPS, aprovada pelo Decreto n. 89.312/84, manteve estas mesmas diretrizes, bem como a legislação superveniente que sempre previu a conversão dos períodos laborados sob condições hostis à saúde, para efeito de serem somados aos demais períodos, com vistas à obtenção de aposentadoria. Atualmente, a matéria é regulamentada pelo Plano de Benefícios da Previdência Social, instituído pela Lei n. 8.213/91 e seus decretos regulamentadores. O exercício de atividades profissionais consideradas penosas, insalubres ou perigosas à saúde ou à integridade física gera ao trabalhador o direito à aposentadoria especial, em tempo reduzido (15, 20 ou 25 anos), e que esse tempo de serviço, se prestado alternativamente nas condições mencionadas, computa-se, após a respectiva conversão, como tempo comum (artigos 57, § 3º, e 58 da Lei n. 8.213/91). Segundo dispunha o artigo 152, da citada lei, a relação de atividades profissionais que enseja o benefício em apreço seria submetida, no prazo de trinta dias de sua publicação, à apreciação do Congresso Nacional, prevalecendo nesse ínterim a lista constante da legislação então em vigor. Não tendo sido encaminhado o projeto de lei em questão, o Regulamento da Previdência Social, baixado pelo Decreto n. 357/91 dispôs em seu artigo 295 que para efeito de concessão das aposentadorias especiais serão considerados os Anexos I e II do Regulamento dos Benefícios da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n. 83.080/1979, e o anexo do Decreto n. 53.831/64, até que seja promulgada a lei que disporá sobre as atividades prejudiciais à saúde e à integridade física, tendo sido mantida a mesma redação quando da edição do novo regulamento, baixado pelo Decreto n. 611/92. Na época, tinha-se como imperativa a presunção legal de que pertencer à determinada categoria profissional ou exercer determinado cargo ou função era suficiente para definir a exposição do trabalhador aos agentes nocivos e, consequentemente, gerar-lhe o direito ao benefício de aposentadoria especial, situação que só foi modificada com a edição da Lei n. 9.032/95 que em nova redação ao artigo 57 da Lei n. 8.213/91 acrescentou-lhe os §§ 3º e 4º assim redigidos: § 3º A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado, perante o Instituto Nacional do Seguro Social-INSS, do tempo de trabalho permanente, não ocasional nem intermitente, em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante o período mínimo fixado. § 4º O segurado deverá comprovar, além do tempo de trabalho, exposição aos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício. Para os fins visados, considera-se trabalho permanente aquele em que o segurado, no exercício de todas as suas funções seja efetivamente exposto aos agentes nocivos em referência, e trabalho não ocasional e não intermitente aquele em que, na jornada de trabalho, não tenha sofrido interrupção ou suspensão da exposição aos agentes nocivos. A Lei n. 9.528/97 introduziu alteração na redação do artigo 58 da Lei n. 8.213/1991, dispondo que a relação dos agentes nocivos à saúde ou à integridade física do trabalhador, considerados para fins de concessão da aposentadoria especial, seria definida por decreto expedido pelo Poder Executivo e que a efetiva exposição do segurado se daria mediante apresentação de formulário emitido pela empresa e com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho, elaborado por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho, e no qual constariam informações atinentes à existência de tecnologia de proteção coletiva que diminua a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância e recomendação sobre a sua adoção pelo empregador (§§ 1º e 2º). As relações que disciplinavam as atividades consideradas especiais, para fins previdenciários, integrantes dos Decretos n. 53.831/64 e 83.080/79, ficaram prejudicadas com a revogação do artigo 152 da Lei n. 8.213/91 e da Lei n. 5.527/68, operadas pela Medida Provisória n. 1.523 e suas reedições, posteriormente convertida na Lei n. 9.528/97. A Lei n. 9.732/98 passou a exigir que o laudo técnico em que se baseiam as informações contidas no formulário seria expedido nos termos da legislação trabalhista e não mais na forma especificada pelo INSS (nova redação do artigo 58, §§ 1º e 2º, da Lei n. 8.213/91), tornando obrigatório ao empregador mantê-lo atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho. Ainda, a mencionada lei incumbiu o empregador de elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico, abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador e de fornecer-lhe cópia autêntica desse documento quando da rescisão do contrato de trabalho (artigo 58, §§ 3º e 4º). Da análise da legislação de regência, verifica-se, portanto, que: a) até 28 de abril de 1995, quando vigente a Lei n. 3.807/60 e suas alterações e, posteriormente, a Lei n. 8.213/91, em sua redação original (artigos 57 e 58), para o enquadramento como tempo especial é bastante que a atividade exercida ou a substância ou o elemento agressivo à saúde do trabalhador estejam relacionados no Anexo do Decreto n. 53.831/64 ou nos Anexos I e II do Decreto n. 83.080/79, sendo dispensável o laudo técnico ou a análise de qualquer outra questão – exceto para ruído, cujos níveis somente podem ser avaliados através de aparelho próprio, sendo sempre necessário o laudo pericial; b) a partir de 29 de abril de 1995, quando entrou em vigor a Lei n. 9.032/95, o reconhecimento do tempo de serviço especial deve atender ao Anexo III do Decreto n. 53.831/64 ou nos Anexos I e II do Decreto n. 83.080/79, com a comprovação da efetiva exposição do trabalhador a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física e em caráter permanente, não ocasional nem intermitente, por qualquer meio de prova, considerando-se suficiente, para tanto, a apresentação de formulário-padrão preenchido pela empresa, sem a exigência de embasamento em laudo técnico; c) a contar de 05 de março de 1997, data em que foi editado o Decreto n. 2.172/97, regulamentando a Medida Provisória n. 1.523/96, convertida na Lei n. 9.528/97, tornou-se exigível a comprovação de exposição efetiva a agentes nocivos, na forma estabelecida pelo INSS, por meio da apresentação de formulário-padrão, embasado em laudo técnico ou perícia técnica; d) é possível a conversão de tempo especial em tempo comum, mesmo após 28 de maio de 1998 (STJ, 5ª Turma, AgRg no REsp 1.104.011/RS). Importante ressaltar que, o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), substitui, para todos os efeitos, o laudo pericial técnico, quanto à comprovação de tempo laborado em condições especiais. Quanto ao agente agressivo “ruído”, impende destacar que, diante da decisão proferida pelo colendo Superior Tribunal de Justiça nos autos do REsp 1398260/PR, os patamares de tolerância devem ser considerados: 80dB(A) até 05.03.1997 (data da edição do Decreto n. 2.172), 90 dB(A) até 17.11.2003 (data da edição do Decreto n. 4.882) e, por fim, a contar de 18.11.2003, 85dB(A), ressalvando-se, ainda, que diante do entendimento esposado pelo Pretório Excelso (ARE n. 664335), a informação sobre o uso de Equipamento de Proteção Individual/Equipamento de Proteção Coletiva não se presta à descaracterização do tempo especial quando houver exposição a níveis de pressão sonora acima dos precitados patamares legal. De outra parte, consoante também decidido pelo STF, no julgamento do ARE 664.335, referida interpretação não se estende nas hipóteses de exposição a agentes agressivos distintos do ruído, servindo, em conclusão, o uso de Equipamento de Proteção Individual ou Coletiva para afastar a especialidade das atividades desenvolvidas. No caso concreto, a parte autora pretende que os seguintes períodos sejam computados como tempo especial: 1) Período: de 11.10.1988 a 13.11.1989. Empregador: Gressit Revestimentos. Apresentou CTPS (Id. 246363461, p. 9) e PPP (Id. 246363461, pp. 32-33). Atividade: auxiliar de produção. O cargo ocupado não permite enquadramento em categoria profissional dos Decretos n. 53.831/64 e 83.080/79. O PPP indica exposição a ruído de 75 dB(A), medição abaixo do limite de tolerância do Decreto n. 53.831/64, de 80 dB(A). Dessa forma, o período não deve ser reputado especial. 2) Período: de 07.08.1990 a 23.10.1990. Empregador: Socorro Serviços Temporários. Não foi localizada sequer anotação na CTPS, mesmo no campo destinado às anotações gerais (Id. 246363033, pp. 1-6). A parte autora não apresentou o contrato de trabalho temporário, tampouco se sabe em que local foi feita a prestação dos serviços. Desse modo, ausente qualquer repositório de prova, o período não deve ser reputado especial. 3) Período: de 24.10.1990 a 10.01.1992. Empregador: Agrícola e Construtora Monte Azul. Juntou CTPS (Id. 46363461, p. 9) e PPP (Id. 246363461, pp. 35-36). Atividade: auxiliar de jardinagem. O cargo ocupado não permite enquadramento em categoria profissional dos Decretos n. 53.831/64 e 83.080/79. O PPP indica exposição a ruído de 70 dB(A), medição abaixo do limite de tolerância do Decreto n. 53.831/64, de 80 dB(A). A sucinta descrição das atividades não evidencia exposição a agentes biológicos prejudiciais à saúde. Dessa forma, o período não deve ser reputado especial. 4) Período: de 04.02.1993 a 01.10.1993. Empregador: Pires Serviços Gerais a Banco e Empresas. Juntou apenas PPP (Id. 267354350). O período controvertido 4 possui inconsistências. Em primeiro lugar, não foi apresentada anotação na carteira de trabalho, tendo a inicial sustentado o exercício da função de auxiliar de jardinagem, de 04.02.1993 a 01.10.1993, inclusive em trecho grifado em amarelo (Id. 246363018, p. 9). Contudo, após a decisão saneadora, o autor trouxe aos autos PPP com conteúdo completamente distinto (assinado pela administradora judicial da massa falida), aduzindo exercício do cargo de vigilante e em período muito mais extenso, de 04.02.1992 a 11.03.1999 (Id. 267354350). Com toda vênia, o aludido documento não merece fé, pois: (i) veicula vínculo 6 (seis) anos mais extenso do que aquele descrito na inicial e no CNIS; (ii) em cargo distinto; (iii) preenchido pela administradora judicial que, à toda evidência, possui limitações notórias para obtenção de registros sobre fatos ocorridos há mais de 30 anos; (iv) caso fosse considerado o teor do PPP, verificaríamos concomitância ao menos com outros dois vínculos laborais (Enterpa Engenharia e Serv San Saneamento), nos quais o autor efetivamente desempenhou a atividade de coletor/jardineiro. Tudo leva a crer que o PPP foi preenchido sem a devida cautela e sem qualquer pertinência com os fatos. Até o ano de admissão foi descrito de forma equivocada. Dessa forma, considerando a impossibilidade de enquadramento em categoria profissional do cargo de jardineiro e a ausência de PPP legítimo descrevendo as reais condições ambientais, o período não deve ser considerado especial. 5) Período: de 04.12.1993 a 02.05.1994. Empregador: Enterpa Engenharia Ltda. Juntou CPTS (Id. 246363461, p.22) e PPP (Id. 246363466, pp. 32-33). Atividade: coletor. 6) Período: de 01.02.1995 a 01.02.2007. Empregador: Serv San Saneamento Técnico e Comércio. Juntou CTPS (Id. 246363461, p. 15) e PPP (Id. 246363461, pp. 44-45). Atividade: encarregado de jardinagem. 7) Período: de 13.09.2007 a 25.08.2016. Empregador: Clean Mall Serviços. Juntou CTPS (Id. 246363461, p.27) e PPP (Id. 246363461, pp. 46-48). Atividade: jardineiro. 8) Período: de 03.07.2017 a 20.09.2017. Empregador: Side Multiserviços e Treinamento. Juntou CTPS (Id. 246363461, p.28) e PPP (Id. 246363466, p. 31). Atividade: jardineiro. Nos períodos 5, 6, 7 e 8, as profissiografias indicam exposição a agentes biológicos e químicos, mas de forma genérica, sem identificar com precisão as efetivas substâncias ou as respetivas concentrações (defensivos), em evidente descompasso com a tese firmada no tema n. 298, TNU, além de pontuarem o uso de EPI eficaz. O STF, em recurso submetido ao regime de repercussão geral, fixou a seguinte tese: “I - O direito à aposentadoria especial pressupõe a efetiva exposição do trabalhador a agente nocivo a sua saúde, de modo que, se o Equipamento de Proteção Individual (EPI) for realmente capaz de neutralizar a nocividade, não haverá respaldo constitucional à aposentadoria especial; II - Na hipótese de exposição do trabalhador a ruído acima dos limites legais de tolerância, a declaração do empregador, no âmbito do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), da eficácia do Equipamento de Proteção Individual (EPI), não descaracteriza o tempo de serviço especial para aposentadoria” – foi grifado e colocado em negrito. Desse modo, tendo em conta que a observância desse julgado é obrigatória nas instâncias inferiores (art. 927, III, CPC), não há como esse período ser considerado como tempo especial. Também há menção à exposição a ruído de 86 a 91 dB(A). Entretanto, a descrição das atividades da parte