Intimação
D- Órgão
- 2ª Vara Cível Federal de São Paulo
- Classe
- MANDADO DE SEGURANÇA CÍVEL
- Destinatário
- CHAIL DISTRIBUIDORA DE VEICULOS LTDA.
- Advogado
- FABIO NOGUEIRA FERNANDES (OAB 109339/RJ)
PODER JUDICIÁRIO 2ª Vara Cível Federal de São Paulo Avenida Paulista, 1682, Bela Vista, São Paulo - SP - CEP: 01310-200 https://www.trf3.jus.br/balcao-virtual MANDADO DE SEGURANÇA CÍVEL (120) Nº 5032425-32.2025.4.03.6100 IMPETRANTE: CHAIL DISTRIBUIDORA DE VEICULOS LTDA. ADVOGADO do(a) IMPETRANTE: FABIO NOGUEIRA FERNANDES - RJ109339 IMPETRADO: DELEGADO DA DELEGACIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL (DERAT/SPO), UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL FISCAL DA LEI: MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
DECISÃO
Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado por CHAIL DISTRIBUIDORA DE VEÍCULOS LTDA em face do DELEGADO DA DELEGACIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL (DERAT/SPO), por meio do qual pretende o reconhecimento do direito à compensação/restituição de valores relativos ao PIS e à COFINS incidentes no regime monofásico aplicável ao setor automotivo, quando a base de cálculo efetiva das operações realizadas for inferior à base presumida utilizada no recolhimento antecipado das contribuições.
Sustentou, em síntese, que comercializa veículos e autopeças sujeitos ao regime instituído pela Lei n. 10.485/2002, o qual, segundo alega, possui natureza análoga à substituição tributária “para frente”, conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 4254. Afirmou que o recolhimento concentrado do PIS e da COFINS no início da cadeia econômica pressupõe valor presumido de revenda ao consumidor final, de modo que, quando o preço efetivamente praticado pela concessionária é inferior ao presumido, ocorre recolhimento a maior, passível de restituição ou compensação tributária.
Requereu, liminarmente, o reconhecimento do direito à compensação da diferença dos valores de PIS e COFINS monofásicos suportados quando o fato presumido for superior ao efetivamente praticado e, ao final, a concessão definitiva da segurança. Foi postergada a apreciação do pedido liminar para após a vinda das informações. A União requereu seu ingresso no feito (Id 563939665). Informações prestadas no Id 575084898.
A autoridade impetrada defendeu a ilegitimidade ativa, sustentando que a impetrante, em relação às operações de revenda de mercadorias sujeitas ao regime monofásico de tributação, não se configura como sujeito passivo dessas contribuições, seja na compra dos veículos, seja em sua revenda ao consumidor final. Aduziu que não se constata nos autos qualquer elemento probatório de que a impetrante esteja expressamente autorizada pelos contribuintes de fato (consumidores finais) a receber a restituição.
