Publicacao/Comunicacao
Intimação - sentença
SENTENÇA
APELANTE: UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL
APELADO: SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA. Advogados do(a)
APELADO: GUSTAVO NYGAARD - RS29023-A, RAFAEL MALLMANN - RS51454-A, CLAUDIA ROCHA DE MORAIS - RS88975-A Advogados do(a)
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APELADO: GUSTAVO NYGAARD - RS29023-A, RAFAEL MALLMANN - RS51454-A, CLAUDIA ROCHA DE MORAIS - RS88975-A OUTROS PARTICIPANTES: APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA (1728) Nº 5018955-07.2020.4.03.6100 RELATOR: Gab. 05 - DES. FED. COTRIM GUIMARÃES
APELANTE: DELEGADO DA DELEGACIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL (DERAT/SPO), UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL
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APELADO: GUSTAVO NYGAARD - RS29023-A, RAFAEL MALLMANN - RS51454-A, CLAUDIA ROCHA DE MORAIS - RS88975-A OUTROS PARTICIPANTES: R E L A T Ó R I O Exmo. Sr. Dr. Desembargador Federal COTRIM GUIMARÃES (Relator):
APELANTE: DELEGADO DA DELEGACIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL (DERAT/SPO), UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL
APELADO: SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA., SPLENDIDO ALIMENTACAO E SERVICOS LTDA. Advogados do(a)
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APELADO: GUSTAVO NYGAARD - RS29023-A, RAFAEL MALLMANN - RS51454-A, CLAUDIA ROCHA DE MORAIS - RS88975-A Advogados do(a)
APELADO: GUSTAVO NYGAARD - RS29023-A, RAFAEL MALLMANN - RS51454-A, CLAUDIA ROCHA DE MORAIS - RS88975-A Advogados do(a)
APELADO: GUSTAVO NYGAARD - RS29023-A, RAFAEL MALLMANN - RS51454-A, CLAUDIA ROCHA DE MORAIS - RS88975-A OUTROS PARTICIPANTES: V O T O Exmo. Sr. Dr. Desembargador Federal COTRIM GUIMARÃES (Relator):
Acórdão - PODER JUDICIÁRIO Tribunal Regional Federal da 3ª Região 2ª Turma APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA (1728) Nº 5018955-07.2020.4.03.6100 RELATOR: Gab. 05 - DES. FED. COTRIM GUIMARÃES
Trata-se de remessa necessária e de apelação interposta pela impetrada contra sentença proferida em mandado de segurança, com vistas a obter provimento jurisdicional que reconheça a inexigibilidade da contribuição previdenciária de cota-parte do empregador incidente sobre os pagamentos realizados a seus empregados a título de salário maternidade. Sentença (dispositivo): “Isto posto, CONCEDO A SEGURANÇA pleiteada na exordial, para reconhecer que a parte impetrante não está obrigada ao recolhimento da contribuição previdenciária de quota-parte do empregador incidente sobre os pagamentos realizados a seus empregados a título de salário maternidade, devendo a autoridade impetrada abster-se de promover atos de cobrança dos aludidos valores, bem como de obstar a expedição de certidões de regularidade fiscal, com base nestas exigências. Procedi à resolução do mérito nos termos do artigo 487, I, do CPC. Também reconheço o direito da impetrante de, observada a prescrição quinquenal (CTN, art. 165, I, c.c. art. 168, I), repetir o indébito tributário ou efetuar a respectiva compensação (art. 170), observando-se o regramento atinente ao art. 89 da Lei nº 8.212/1991 e ao art. 26-A da Lei nº 11.457/2007, a ser efetuado através de processo administrativo perante a RFB, nos termos da Instrução Normativa nº 1.717/2017. A correção dos créditos da impetrante tomará por base a Taxa SELIC, sendo “vedada sua cumulação com quaisquer outros índices, seja de correção monetária, seja de juros” (STJ, 2ª Turma, AGRESP 1251355, DJ. 05/05/2014, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima), com incidência a partir de cada recolhimento indevido. Havendo precedente do Supremo Tribunal Federal em favor da tese esposada pela contribuinte, tomado em sede de repercussão geral, fica autorizada, desde já, a realização das compensações/restituições sobre as verbas ora reconhecidas, afastando-se a restrição do art. 170-A do CTN, cujo escopo é garantir a segurança jurídica da relação jurídico-tributária mantida entre as partes, o que já é plenamente contemplado pelos efeitos oriundos das decisões pela Corte Superior. Sem condenação em honorários, com base no art. 25 da Lei 12.016/2009. Custas ex lege. Oficie-se a autoridade coatora, cientificando-a do teor da presente decisão. Dispensada a remessa dos autos ao Egrégio TRF da 3ª Região para reexame necessário, nos termos do art. 496, § 4º, II, do CPC.” A apelante sustenta, em síntese, sua falta de interesse de agir em relação à contribuição previdenciária patronal, objeto do RE 576.967, porquanto a PGFN já teria incluído a matéria na sua lista de dispensa de contestar e recorrer. Com contrarrazões. O Ministério Público Federal deixa de opinar quanto ao mérito da controvérsia, restituindo-se os autos para regular prosseguimento. É o relatório. APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA (1728) Nº 5018955-07.2020.4.03.6100 RELATOR: Gab. 05 - DES. FED. COTRIM GUIMARÃES Recebo a apelação no efeito devolutivo. Preliminarmente, a apelante alega estar dispensada de contestar e recorrer quanto à não incidência de contribuição previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Assim sendo, asseverando a UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL) que deixa de interpor recurso por estar dispensada de recorrer apoiada em ato administrativo interno, descabe a análise do mérito da sentença, por via da remessa necessária, conforme a jurisprudência “verbis”: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS/COFINS - IMPORTAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPENSAÇÃO. SÚMULA 213/STJ. VERBA HONORÁRIA. SÚMULA 105/STJ. 1. Em razão da invocação da dispensa de recorrer quanto ao mérito da inexigibilidade fiscal, não cabe remessa oficial para tal efeito, nos termos do artigo 19, § 2º, da Lei 10.522/2002. Também neste âmbito, inviável a reforma da sentença, no que fez aplicar o artigo 170-A, CTN, em favor do Fisco, e a prescrição quinquenal, além da Taxa SELIC, até porque, no mérito, tais soluções têm respaldo na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 2. Infundada a apelação fazendária, pois a declaração do direito de compensar tem assento na Súmula 213 do Superior Tribunal de Justiça: "O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração do direito à compensação tributária". A compensação não configura ajuizamento de ação de cobrança e não são pretéritos os efeitos financeiros da impetração, pois não envolve pagamento de crédito, mas extinção do crédito tributário por fundamento legal próprio, tanto do Código Tributário Nacional, como da legislação específica que regula a compensação aplicável. 3. Igualmente improcedente a apelação da impetrante, pois firme e consolidada a jurisprudência no sentido da inexigibilidade de verba honorária por sucumbência em sede de mandado de segurança, a teor da Súmula 105/STJ, e artigo 25 da Lei 12.016/2009, lei especial que prevalece na disciplina da matéria na via processual eleita. 4. Apelações e remessa oficial desprovidas.(ApCiv 0016634-31.2013.4.03.6100, DESEMBARGADOR FEDERAL CARLOS MUTA, TRF3 - TERCEIRA TURMA, e-DJF3 Judicial 1 DATA:29/07/2016.) TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA SOBRE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PAGA POR ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. UNIÃO DISPENSADA DE RECORRER. REMESSA OFICIAL DESCABIDA. 1. A União está dispensada de recorrer "nas ações judiciais que visem obter a declaração de que não incide imposto de renda sobre a complementação de aposentadoria correspondente às contribuições efetuadas exclusivamente pelo beneficiário no período de 1º de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1995, até o limite do imposto pago sobre as contribuições deste período, por força da isenção concedida no inciso VII do art. 6º da Lei nº 7.713, de 1988, na redação anterior a que lhe foi dada pela Lei nº 9.250, de 1995" (Ato Declaratório da PGFN n. 4 de 07/11/2006). 2. Descabe a remessa oficial contra o "mérito propriamente dito" (a inexigência do imposto de renda sobre o benefício previdenciário), considerando a recomendação administrativa para não recorrer nesse ponto. 3. Vencida a Fazenda Pública em causa de pouca complexidade, acerca da qual a jurisprudência está pacificada, cabe a verba honorária de 5% sobre o valor atualizado da condenação. Precedente deste Tribunal: AC 0047481-27.2010.4.01.3400-DF, r. Des. Federal Maria do Carmo Cardoso, 8ª Turma. 4. Remessa oficial parcialmente provida para fixar a verba honorária em 5% sobre o valor atualizado da condenação, ficando mantida a sentença nos demais pontos. 5. Apelação da União não conhecida.(AC 0022849-32.2009.4.01.3800, DESEMBARGADOR FEDERAL NOVÉLY VILANOVA, TRF1 - OITAVA TURMA, e-DJF1 29/05/2013 PAG 409.) No entendo, por força da remessa, passo a analisar os critérios de compensação. DA COMPENSAÇÃO Deve ser reconhecida a possibilidade de compensação, após o trânsito em julgado (170-A, do CTN), com correção monetária mediante aplicação da taxa Selic desde a data do desembolso, afastada a cumulação de qualquer outro índice de correção monetária ou juros (REsp 1112524/DF, julgado sob o rito do artigo 543-C, do CPC/73). Verifica-se que a presente ação foi ajuizada posteriormente à alteração efetuada pela Lei 13.670/18 de 30.05.2018, que revogou o artigo 26, § único da Lei 11.457/07 e acrescentou o artigo 26-A. Conforme decidido pelo Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 1137738/SP, sob o regime dos recursos repetitivos, "em se tratando de compensação tributária, deve ser considerado o regime jurídico vigente à época do ajuizamento da demanda, não podendo ser a causa julgada à luz do direito superveniente", razão pela qual impõe-se a aplicação do artigo 26-A da Lei 11.457/07, vigente ao tempo da propositura da ação, considerando-se prescritos eventuais créditos oriundos dos recolhimentos efetuados em data anterior aos 05 anos, contados retroativamente do ajuizamento da ação (art. 168 do CTN c/c artigo 3º da Lei Complementar nº 118/2005. RE 566621).
Ante o exposto, dou parcial provimento à remessa necessária somente para explicitar os critérios de compensação; dou parcial provimento à apelação somente por reconhecer a falta de interesse processual da impetrada, conforme a fundamentação supra. É como voto. E M E N T A DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. SALÁRIO-MATERNIDADE. TEMA 72/STF. PFN. DISPENSADA DE CONTESTAR E RECORRER. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE Preliminarmente, a apelante alega estar dispensada de contestar e recorrer quanto à não incidência de contribuição previdenciária patronal sobre o salário-maternidade. Assim sendo, asseverando a UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL) que deixa de interpor recurso por estar dispensada de recorrer apoiada em ato administrativo interno, descabe a análise do mérito da sentença, por via da remessa necessária. Jurisprudência. Compensação. Possibilidade. Remessa necessária e apelação parcialmente providas. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, A Segunda Turma, por unanimidade, deu parcial provimento à remessa necessária e à apelação, nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.