Publicacao/Comunicacao
Intimação - decisão
DECISÃO
APELANTE: PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL Advogado do(a)
APELANTE: FABIO ANTONIO PECCICACCO - SP25760-A
APELADO: PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL Advogado do(a)
APELADO: FABIO ANTONIO PECCICACCO - SP25760-A OUTROS PARTICIPANTES: PODER JUDICIÁRIO Tribunal Regional Federal da 3ª Região 1ª Turma APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA (1728) Nº 0020260-24.2014.4.03.6100 RELATOR: Gab. 03 - DES. FED. HELIO NOGUEIRA
APELANTE: PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL Advogado do(a)
APELANTE: FABIO ANTONIO PECCICACCO - SP25760-A
APELADO: PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL Advogado do(a)
APELADO: FABIO ANTONIO PECCICACCO - SP25760-A OUTROS PARTICIPANTES: R E L A T Ó R I O O EXMO DESEMBARGADOR FEDERAL HÉLIO NOGUEIRA (RELATOR):
APELANTE: PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL Advogado do(a)
APELANTE: FABIO ANTONIO PECCICACCO - SP25760-A
APELADO: PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA, UNIAO FEDERAL - FAZENDA NACIONAL Advogado do(a)
APELADO: FABIO ANTONIO PECCICACCO - SP25760-A OUTROS PARTICIPANTES: V O T O O EXMO DESEMBARGADOR FEDERAL HÉLIO NOGUEIRA (RELATOR): São cabíveis embargos de declaração somente se a decisão judicial contiver pelo menos um dos vícios trazidos pelo art. 1.022 do CPC/15 (antigo art. 535 do CPC/73)[1], referentes à contradição, obscuridade, omissão ou erro material, não se apresentando como via adequada para: 1) compelir o Juiz ou Tribunal a se debruçar novamente sobre a matéria já decidida, julgando de modo diverso a causa, diante de argumentos "novos"[2], ainda mais quando resta claro que as partes apenas pretendem "o rejulgamento da causa, por não se conformarem com a tese adotada no acórdão"[3], sendo certo que a "insatisfação" do litigante com o resultado do julgamento não abre ensejo a declaratórios[4]; 2) compelir o órgão julgador a responder a 'questionários' postos pela parte sucumbente, que não aponta de concreto nenhuma obscuridade, omissão ou contradição no acórdão[5]; 3) fins meramente infringentes[6]; a propósito, já decidiu o STJ que "(...) a obtenção de efeitos infringentes nos aclaratórios somente é possível, excepcionalmente, nos casos em que, reconhecida a existência de um dos defeitos elencados nos incisos do mencionado art. 535, a alteração do julgado seja consequência inarredável da correção do referido vício, bem como nas hipóteses de erro material ou equívoco manifesto, que, por si sós, sejam suficientes para a inversão do julgado"[7]; 4) resolver "contradição" que não seja "interna"[8]; 5) permitir que a parte "repise" seus próprios argumentos[9]. No caso dos autos, é manifesto o intuito do embargante de promover nova discussão sobre a matéria, o que deve ocorrer por meio da via recursal adequada, e não pela via dos embargos de declaração. Não passa de mera manifestação de inconformismo, sendo clara a intenção, em via transversa, de modificar o julgado, o que é inviável em sede de embargos de declaração. Não se conformar com a exegese dos dispositivos que orientaram a conclusão judicial não a torna omissa ou contraditória, pois, tendo apreciado as questões controvertidas, conferindo-lhes o enquadramento adequado, o julgado cumpriu seu escopo. Indo além, a existência de embargos de declaração pendentes de apreciação no bojo do RE 1.072.485/PR não obsta o conhecimento do juízo de retratação por este e. Tribunal Regional Federal, uma vez que o sobrestamento anteriormente decretado já fora justificadamente levantado com a prolação do acórdão de mérito que julgou o Tema nº 985 ora em debate. Aponto ainda que, após o julgamento de mérito do referido RE 1.072.485/PR, o STF já veio a indeferir diversos pedidos de suspensão nacional dos processos que versem sobre a matéria do Tema 985, não havendo, assim, qualquer óbice legal à continuidade da tramitação destes autos nesta fase processual. O entendimento jurisprudencial consolidado nesta Corte Regional, inclusive, é no sentido de que a existência de precedente firmado pelo Plenário do STF autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente do trânsito em julgado do acórdão paradigma. Nesse sentido: DIREITO TRIBUTÁRIO. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS IMPORTAÇÃO. ESTADO DE SÃO PAULO. VALIDADE DA LEI LOCAL A PARTIR DA LC 114/2002. DECISÃO DO PLENÁRIO. APLICAÇÃO IMEDIATA. POSSIBILIDADE. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 1221330, fixou a seguinte tese: "I - Após a Emenda Constitucional 33/2001, é constitucional a incidência de ICMS sobre operações de importação efetuadas por pessoa, física ou jurídica, que não se dedica habitualmente ao comércio ou à prestação de serviços, devendo tal tributação estar prevista em lei complementar federal. II - As leis estaduais editadas após a EC 33/2001 e antes da entrada em vigor da Lei Complementar 114/2002, com o propósito de impor o ICMS sobre a referida operação, são válidas, mas produzem efeitos somente a partir da vigência da LC 114/2002". 2. No caso do Estado de São Paulo, a lei local foi editada após a EC 33/2001, mas antes da LC 114/2002, de modo que a produção de seus efeitos ocorre a partir da vigência da lei complementar geral. 3. A existência de precedente firmado pelo Plenário desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do acórdão. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. (AgRg no Recurso Extraordinário nº 1.215.332/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJE 14/12/2020) Portanto, não comporta acolhimento a pretensão de sobrestamento do processo, a fim de que se aguarde o trânsito em julgado do acórdão proferido no julgamento do RE 1.072.485/PR. Todavia, considerando que eventual acolhimento dos embargos de declaração opostos em face do acórdão paradigma poderá resultar em modulação de efeitos da decisão, de rigor consignar a necessidade de adaptação ao que resultar do julgamento dos mencionados aclaratórios pendentes no Pretório Excelso (art. 927, III, do Código de Processo Civil). Por fim, os demais argumentos aduzidos no recurso do qual foi tirado os presentes embargos de declaração não têm o condão de modificar, nem mesmo em tese, o acórdão combatido, de vez que aqueles de maior relevância à elucidação do julgado foram devidamente apreciados (art. 1022, parágrafo único, inciso II, do CPC/2015). Assente-se, ainda, que, nos termos do artigo 1.025 do CPC/15, a interposição dos embargos de declaração implica, tacitamente, no pré-questionamento da matéria, sendo desnecessária a sua expressa menção.
Acórdão - PODER JUDICIÁRIO Tribunal Regional Federal da 3ª Região 1ª Turma APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA (1728) Nº 0020260-24.2014.4.03.6100 RELATOR: Gab. 03 - DES. FED. HELIO NOGUEIRA
Trata-se de embargos de declaração opostos por PELLEGRINO DISTRIBUIDORA DE AUTOPECAS LTDA (Id. 266446018) contra o acórdão proferido em juízo de retração por esta Turma a fim de se adequar ao precedente vinculante proferido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE 1.072.485/PR (Tema 985). A decisão embargada restou assim ementada (Id. 265995239): PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. JUÍZO DE RETRATAÇÃO. PRECEDENTE VINCULANTE. STF, RE 1.072.485/PR (TEMA Nº 985). CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS USUFRUÍDAS. INCIDÊNCIA. ACÓRDÃO PARCIALMENTE REFORMADO. 1. O Supremo Tribunal Federal, no recente julgamento do RE 1.072.485/PR (Tema nº 985), submetido à sistemática da repercussão geral, declarou a constitucionalidade da incidência da contribuição previdenciária patronal sobre o terço constitucional de férias usufruídas (previsto no art. 7º, inciso XVII da CRFB/88), sob o fundamento de que a totalidade do valor percebido pelo empregado no mês de gozo das férias constitui pagamento dotado de habitualidade e de caráter remuneratório, razão pela qual se faz legítima a incidência da contribuição previdenciária patronal sobre a referida verba. 2. No caso dos autos, o acórdão recorrido adotou o entendimento de que o adicional de férias (terço constitucional), possui natureza indenizatória e, assim, não deveria integrar o salário de contribuição para fins de cálculo da contribuição previdenciária, em direta contrariedade com a recente tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral no julgamento do RE 1.072.485/PR (Tema nº 985). Juízo de retratação que se impõe. 3. Juízo de retratação positivo. Apelação da União Federal e remessa oficial parcialmente providas. Sustenta a embargante que o acórdão embargado foi omisso em relação ao fato de que o RE 1.072.485/PR ainda não transitou em julgado, estando ainda pendente de análise pelo STF os embargos de declaração que solicitaram a modulação dos efeitos da recente tese firmada naqueles autos, o que poderia afetar o direito da embargante. Pleiteia, assim, o sobrestamento do feito até o trânsito em julgado do leading case. É o relatório. PODER JUDICIÁRIO Tribunal Regional Federal da 3ª Região 1ª Turma APELAÇÃO / REMESSA NECESSÁRIA (1728) Nº 0020260-24.2014.4.03.6100 RELATOR: Gab. 03 - DES. FED. HELIO NOGUEIRA
Ante o exposto, acolher parcialmente os embargos de declaração para determinar a necessária adaptação ao que resultar do julgamento dos embargos de declaração opostos no RE 1.072.485/PR, tudo nos termos da fundamentação. É o voto. [1] (EDcl no AgRg na Rcl 4855/MG, Rel. Min. PAULO DE TARSO SANSEVERINO, DJE 25/04/2011; EDcl no AgRg no REsp 1080227/RS, Rel. Min. SIDNEI BENETI, DJE 30/03/2011; EDcl no AgRg no REsp 1212665/PR, Rel. Ministra LAURITA VAZ, DJe de 28/03/2011; STF: Rcl 3811 MCAgRED, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJE 25/03/2011; AIAgRED 697928, Rel. Min. AYRES BRITTO, DJE 18/03/2011); [2] (EDcl no REsp 976021/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, DJE 02/05/2011; EDcl no AgRg no Ag 807.606/GO, Rel. Min. LUIS FELIPE SALOMÃO, DJE 15/04/2011); [3] (EDcl no REsp 1219225/MG, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, DJE 15/04/2011; EDcl no AgRg no REsp 845184/SP, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJE 21/03/2011; EDcl no MS 14124/DF, Rel. Min. JORGE MUSSI, DJE 11/02/2011); [4] (EDcl no AgRg nos EREsp 884621/RS, Rel. Min. BENEDITO GONÇALVES, DJE 04/05/2011); [5] (EDcl no REsp 1098992/RS, Rel. Min. LUIS FELIPE SALOMÃO, DJE 05/05/2011; EDcl no AgRg na Rcl 2644/MT, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, DJE 03/03/2011); [6] (AI 719801 ED, Rel. Ministra ELLEN GRACIE, DJe de 04/05/2011; AgRg no REsp 1080227/RS, Rel. Min. SIDNEI BENETI, DJE 07/02/2011); [7] (EDcl no AgRg no REsp 453718/MS, Rel. Min. PAULO DE TARSO SANSEVERINO, DJE 15/10/2010); [8] (EDcl no AgRg no REsp 920.437/RS, Rel. Min. PAULO DE TARSO SANSEVERINO, DJE 23/02/2011); [9] (RE 568749 AgR-ED, Rel. Ministra ELLEN GRACIE, DJE 10/05/2011). E M E N T A PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIOS NO ACÓRDÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. DESCABIMENTO. SUSPENSÃO NACIONAL NÃO DECRETADA. ÓBICE AO JUÍZO DE RETRATAÇÃO NÃO VERIFICADO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA AO QUE RESULTAR DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RE 1.072.485/PR. PREQUESTIONAMENTO. EMBARGOS PARCIALMENTE ACOLHIDOS. 1. São cabíveis embargos de declaração somente se a decisão judicial contiver pelo menos um dos vícios trazidos pelo art. 1.022 do CPC/15 referentes à contradição, obscuridade, omissão ou erro material, não se apresentando como via adequada para pretensão de rediscussão da matéria e obtenção de novo julgamento pela Turma. 2. Não se conformar com a exegese dos dispositivos que orientaram a conclusão judicial não a torna omissa ou contraditória, pois, tendo apreciado as questões controvertidas, conferindo-lhes o enquadramento adequado, o julgado cumpriu seu escopo. 3. A pendência de embargos de declaração no bojo do RE 1.072.485/PR não obsta o conhecimento do juízo de retratação fundado no acórdão de mérito que julgou o Tema nº 985, sendo certo que a Suprema Corte, nos autos do processo paradigma, deixou de determinar a suspensão nacional dos feitos similares, não havendo qualquer óbice legal à continuidade da tramitação destes autos nesta fase processual. 4. Considerando que eventual acolhimento dos embargos de declaração opostos em face do acórdão paradigma poderá resultar em modulação de efeitos da decisão, de rigor o acolhimento do presente recurso para consignar a necessidade de adaptação ao que resultar do julgamento dos mencionados aclaratórios pendentes no Pretório Excelso (art. 927, III, do Código de Processo Civil). 5. A interposição dos embargos de declaração implica, tacitamente, no pré-questionamento da matéria, sendo desnecessária a sua expressa menção (art. 1.025 do CPC). 6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos. ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, a Primeira Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para determinar a necessária adaptação ao que resultar do julgamento dos embargos de declaração opostos no RE 1.072.485/PR, nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.