Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO), MARCELO SILVA VASCONCELOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- MARCELO SILVA VASCONCELOS (OAB 170352/RJ)
HC 972967/RJ (2025/0000298-5)RELATOR:MINISTRO OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)IMPETRANTE:MARCELO SILVA VASCONCELOSADVOGADO:MARCELO SILVA VASCONCELOS - RJ170352IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:TUPIRANI DA HORA LORESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado em favor de TUPIRANI DA HORA LORES, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no Agravo de Execução Penal n. PROCESSO Nº 5007285-69.2024.8.19.0500, assim ementado (fl. 18):
Agravo em Execução Penal. Inconformismo da defesa contra a decisão do Juízo da Execução Penal que indeferiu o indulto ao agravante. Postulou a reforma do decisum por entender que o apenado preencheu os requisitos previstos para a concessão do indulto, com base no artigo 5º do Decreto de 2022. Parecer da Procuradoria de Justiça pelo não provimento do recurso. 1. O Presidente da República tem o poder constitucional de conceder indulto e comutar penas, decidindo os critérios para isso. O Supremo Tribunal Federal determinou que essa decisão é exclusiva do Presidente, não vinculada à política criminal do legislativo, posto que é ato discricionário. E desde que não viole limitações constitucionais e as restrições expressas no Decreto, não há violação aos princípios da proporcionalidade, razoabilidade e individualização da pena. 2. O indulto natalino é uma estratégia de política criminal exclusiva do Presidente, e apenas aqueles que atendem aos requisitos determinados têm direito a ele, como previsto no Decreto 11.3 02/2022.
3. Na questão, a defesa aponta que a pena máxima de cada crime, segundo o decreto, é considerada individualmente para determinar se está dentro do limite estabelecido de cinco anos. 4. Observa-se que as penas aplicadas, conforme o art. 11 do referido Decreto, precisam ser unificadas para verificar o preenchimento ou não dos requisitos para a concessão do indulto. No entanto, in casu, após a unificação, as penas ultrapassam o limite máximo de cinco anos, não cumprindo, assim, o requisito objetivo. 5. Destarte, nos termos dos artigos 5º, caput, e 11, ambos do Decreto 11.302/2022, deve ser negada a pretensão defensiva. 6. Recurso conhecido e não provido.
