Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), LEANDRO JEFFERSON FERNANDES (IMPETRANTE)
- Advogados
- LEANDRO JEFFERSON FERNANDES (OAB 144976/MG), JOAO VITOR DE OLIVEIRA (OAB 204750/MG)
HC 974512/MG (2025/0008113-9)RELATOR:MINISTRO CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)IMPETRANTE:LEANDRO JEFFERSON FERNANDESADVOGADOS:LEANDRO JEFFERSON FERNANDES - MG144976JOAO VITOR DE OLIVEIRA - MG204750IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:J M DOS S CINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de J. M. DOS S. C., no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS.
O paciente foi preso preventivamente após ter sido denunciado como incurso no art. 217-A, caput, do Código Penal.
Sustenta o impetrante, em suma, ausência de fundamentação da decisão que decretou a prisão preventiva, tanto no que se refere aos requisitos da custódia cautelar, quanto à justificativa do não cabimento de medidas cautelares diversas da prisão.
Destaca que o decreto prisional foi proferido após 2 anos e 4 meses do suposto ilícito, período em que não houve notícia de que o paciente estaria importunando vítimas e testemunhas, requerendo, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão preventiva ou a sua substituição por medidas cautelares alternativas.
Indeferida a liminar e prestadas as informações, manifestou-se o Ministério Público Federal pelo não conhecimento do writ.
Na origem, Processo n. 0002945-76.2022.8.13.0607, oriundo da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Santos Dumont/MG, encontram-se os autos conclusos para julgamento desde 7/1/2025, conforme informações processuais extraídas do site do TJMG em 6/3/2025.
É o relatório.
A prisão preventiva é compatível com a presunção de inocência, desde que fundamentada em elementos concretos que demonstrem o fumus comissi delicti e o periculum libertatis, conforme previsto no art. 312 do CPP.
Da decisão que decretou a custódia preventiva, transcrita no acórdão impugnado, extrai-se (e-STJ, fls. 23-24):
