Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. HELENO BOSCO SANTIAGO DE BARROS (IMPETRANTE)
- Advogado
- HELENO BOSCO SANTIAGO DE BARROS (OAB 6587/MT)
HC 1067353/MT (2026/0011200-0)RELATOR:MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIROIMPETRANTE:HELENO BOSCO SANTIAGO DE BARROSADVOGADO:HELENO BOSCO SANTIAGO DE BARROS - MT006587IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSOPACIENTE:AMELIO MIRANDAINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de AMELIO MIRANDA apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (Apelação n. 1000490-96.2023.8.11.0040 ).
A controvérsia encontra-se bem delimitada no relatório da decisão que indeferiu o pedido liminar, nestes termos (e-STJ fls. 2.177/2.178):
Consta dos autos que o paciente foi condenado a 43 (quarenta e três) anos de reclusão e 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de detenção, em regime inicial fechado, pela prática dos delitos previstos nos arts. 213, caput, 213, § 1º, 215-A, 216-A, 147 e 218-B, § 2º, I do Código Penal, 20 da Lei n. 7.716/1989 e 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto houve fragmentação indevida dos fatos e aplicação equivocada do concurso material, requerendo o reconhecimento da continuidade delitiva prevista no art. 71 do CP, diante da homogeneidade, proximidade temporal e unidade de circunstâncias entre os episódios.
Alega que a condenação se lastreou em prova digital sem cadeia de custódia, em afronta aos arts. 158-A a 158-F do Código de Processo Penal, com juntada de laudo pericial apenas na fase recursal, sem contraditório técnico e sem preservação de integridade, origem e autenticidade dos arquivos eletrônicos.
Argumenta que houve nulidade por reconhecimento informal do paciente, sem observância do procedimento do art. 226 do CPP, tornando o ato falível e imprestável para sustentar a condenação.
Defende que ocorreu cerceamento de defesa e negativa de prestação jurisdicional em virtude da juntada tardia de laudo digital após a sentença, sem oportunidade de contraditório substancial, e pela supressão de prova exculpatória, além da ausência de alegações finais individualizadas por fato ou vítima.
