Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), PATRICK GIORDANO GAIA DE BARROS (IMPETRANTE)
- Advogados
- RAYANNA BEZERRA (OAB 029457/ES), PATRICK GIORDANO GAIA DE BARROS (OAB 029453/ES)
HC 976510/ES (2025/0018198-1)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:PATRICK GIORDANO GAIA DE BARROSADVOGADOS:PATRICK GIORDANO GAIA DE BARROS - ES029453RAYANNA BEZERRA - ES029457IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:HELOY DA COSTA LIMAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de HELOY DA COSTA LIMA, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (Habeas Corpus n. 5017240-78.2024.8.08.0000).
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente decorrente de suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 121, § 2º, IV, e 121, § 2º, III, V e VII, c/c o art. 14, II (por quatro vezes), todos do Código Penal e no art. 14 da Lei n. 10.826/2003, termos em que denunciado.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o tribunal de origem que denegou a ordem, em acórdão de fls. 11-17.
Em suas razões, sustenta a defesa a ocorrência de constrangimento ilegal, devido a) à ausência de contemporaneidade dos motivos ensejadores da custódia cautelar; b) a não estarem presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP.
Requer a revogação da prisão preventiva.
Liminar indeferida às fls. 324-325.
Informações prestadas às fls. 329-338 e 339-344.
O Ministério Público Federal, às fls. 348-352, manifestou-se "pela denegação da ordem".
É o relatório. DECIDO.
No tocante à alegação de que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, ao contrário do afirmado pela defesa, extrai-se que a segregação cautelar do paciente está devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam de maneira inconteste a necessidade da prisão para garantia da ordem pública, seja pela forma na qual o delito foi em tese praticado: tiros, em via pública, em plena luz do dia, visando a atingir policiais militares, seja em razão do paciente já ter sido condenado por delito de mesma natureza (homicídio)e ostentar outras ações penais em curso pela prática de porte ilegal de arma de fogo.
