Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE), TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (OAB 0000000/DF)
HC 982868/SP (2025/0055017-8)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:LUCAS SAMUEL FELLIPE DA SILVACORRÉU:BRUNO DOS SANTOS BARBOSAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LUCAS SAMUEL FELLIPE DA SILVA, apontando-se como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento da Apelação Criminal n. 1500052-09.2024.8.26.0574.
Consta do processo que o paciente foi condenado às penas de 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e 600 dias-multa, como incurso no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006 (fl. 17). Foram apreendidos 69,18 g de crack (fl. 181).
A Corte local deu parcial provimento ao recurso do ora paciente para afastar uma das circunstâncias judiciais negativas valoradas, redimensionando-se a reprimenda para 5 anos e 10 meses de reclusão, e 583 dias-multa, sem reflexo, por outro lado, na pena aplicada ao corréu (fls. 15/34).
Neste writ, a defesa alega que a busca pessoal e domiciliar foram ilegais, comprometendo a materialidade delitiva, e que as provas obtidas devem ser desentranhadas dos autos (fls. 4/5).
Afirma, nesse sentido, que o paciente foi abordado com apenas cinco porções de crack, sem elementos que caracterizem tráfico, e que a quantidade e qualidade da droga corroboram a versão de que era para consumo pessoal (fls. 10/11).
Pede, em liminar, que o paciente aguarde em liberdade o julgamento final do presente writ, ainda que mediante fixação de medidas cautelares alternativas.
No mérito, requer a concessão da ordem para reconhecer a ilicitude das provas obtidas ou, subsidiariamente, a desclassificação da conduta para o delito de posse de droga para consumo pessoal (fl. 14).
O presente feito foi distribuído por prevenção (HC n. 899.204/SP).
É o relatório.
