Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- Destinatários
- 1. JUÍZO DE DIREITO DA 2A VARA CÍVEL DE VINHEDO - SP (SUSCITANTE), 2. JUÍZO DE DIREITO DA VARA DA FAMÍLIA DO FORO REGIONAL DE PARTENON - PORTO ALEGRE - RS (SUSCITADO)
- Advogados
- JORDANA PEREIRA DE OLIVEIRA (OAB 031991/SC), SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS (OAB 0000000/DF)
CC 211917/SP (2025/0080457-7)RELATOR:MINISTRO MOURA RIBEIROSUSCITANTE:JUÍZO DE DIREITO DA 2A VARA CÍVEL DE VINHEDO - SPSUSCITADO:JUÍZO DE DIREITO DA VARA DA FAMÍLIA DO FORO REGIONAL DE PARTENON - PORTO ALEGRE - RSINTERESSADO:M V SADVOGADO:JORDANA PEREIRA DE OLIVEIRA - SC031991INTERESSADO:J P TADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M
DECISÃO
Trata-se de conflito de competência estabelecido entre o JUÍZO DE DIREITO DA 2ª VARA CÍVEL DE VINHEDO - SP (JUÍZO SUSCITANTE) e o JUÍZO DE DIREITO DA VARA DA FAMÍLIA DO FORO REGIONAL DE PARTENON - PORTO ALEGRE - PR (JUÍZO SUSCITADO).
A questão, na origem, envolve pedido de suprimento judicial de consentimento envolvendo parte menor, representada por sua mãe.
A demanda foi proposta, inicialmente, perante o Juízo paranaense que declinou de sua competência, ao argumento de que o feito deve ser processado no foro do atual domicílio da criança e sua representante legal (e-STJ, fl. 11).
Remetidos os autos ao Juízo paulista, este, por sua vez, suscitou o presente conflito negativo, invocando a perpetuatio jurisdictionis (e-STJ, fls. 19/23).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República, Dr. SADY D'ASSUMPÇÃO TORRES FILHO, manifestou-se pela declaração de competência do Juízo suscitante (e-STJ, fls. 29/33).
É o relatório.
DECIDO.
Com base no art. 105, I, d, da Constituição Federal, conheço do incidente instaurado entre juízes vinculados a tribunais diversos.
A controvérsia gira em torno de se definir qual o juízo competente para processar e julgar cumprimento de sentença de alimentos, envolvendo parte menor de idade.
O art. 147, I, do ECA estabelece que a competência será determinada pelo domicílio do responsável pela guarda da infante.
Essa regra é absoluta, pois visa proteger o interesse da menor, sendo inadmissível sua prorrogação.
