Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (OAB 0000000/DF)
HC 987851/RJ (2025/0082843-6)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:O B DA SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de O B DA S, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO no julgamento do Habeas Corpus Criminal n. 0020496-11.2024.8.19.0000.
Extrai-se dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática do crime tipificado no art. 217-A do Código Penal - CP (estupro de vulnerável).
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que denegou a ordem nos termos do acórdão que restou assim ementado:
"HABEAS CORPUS. DELITO DO ARTIGO 217-A, DO CÓDIGO PENAL. PLEITO DE NÃO REALIZAÇÃO DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS, EM AÇÃO SUSPENSA NA FORMA DO ARTIGO 366, DO CPP. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA NO RISCO DE PERECIMENTO DA PROVA (MEMÓRIAS DA VÍTIMA). CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA.
1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor do paciente, denunciado pela prática da conduta prevista no artigo 217-A, do Código Penal, em decorrência de suposta coação ilegal consistente na designação de audiência para oitiva da vítima, com produção antecipada de provas, em ação suspensa na forma do artigo 366, do CPP.
2. Inicialmente, cumpre destacar que o Relator deste writ, em decisão monocrática proferida em 20/03/2024, entendeu, "ressalvado melhor juízo quando da apreciação do mérito", pela "existência dos requisitos autorizadores da concessão liminar pleiteada (fumus boni iuris e periculum in mora), posto que a realização da Audiência de Instrução em Julgamento, sem a apreciação deste Colegiado quanto à alegada violação ao direito da defesa, poderá causar tumulto processual, caso reconhecida a suposta nulidade". Neste contexto por precaução, decidiu monocraticamente pela suspensão da audiência designada para 26/03/2024, bem como pela suspensão do feito até o julgamento do mérito deste writ.
