Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (OAB 0000000/DF)
HC 990595/RS (2025/0099125-8)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:F I DE A BCORRÉU:P L N DE LCORRÉU:R M N DE LCORRÉU:C DE A GINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de F I de A B, em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (Recurso em Sentido Estrito n. 5014221-32.2024.8.21.0023 - fls. 12/37).
Narram os autos que o paciente foi pronunciado como incurso nas sanções do art. 121, § 2º, I, III, IV e VI, c/c o § 2º- A, I, do Código Penal (fl. 2).
Aqui, a defesa sustenta que o acórdão impugnado inflige indevido constrangimento ilegal ao paciente, pois manteve a pronúncia pelo delito de homicídio mesmo diante da absoluta falta de indícios suficientes de autoria, em contrariedade ao disposto no art. 414 do Código de Processo Penal (fl. 4).
Alega que a prova colhida aponta em sentido diverso à pronúncia e que não existe prova judicializada que corrobore a acusação apresentada na denúncia.
Aduz que a versão defensiva encontra amparo nas provas dos autos, de que o paciente trabalhava no transporte de passageiros, inclusive em deslocamentos de longa distância, e prestava esses serviços ao corréu C, conforme comprovantes.
Destaca, ainda, que o parecer do Ministério Público, em segunda instância, foi pelo provimento do recurso em sentido estrito para despronunciar o paciente ou, então, para desclassificar a imputação.
Requer, em liminar e no mérito, a concessão da ordem para despronunciar o paciente ou, de forma subsidiária, desclassificar a imputação para delito de competência do Juizado Especial Criminal.
Estes autos foram a mim distribuídos por prevenção de turma.
É o relatório.
