Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. CARLUSIA SOUSA BRITO (IMPETRANTE)
- Advogado
- CARLUSIA SOUSA BRITO (OAB 295567/SP)
HC 1082544/SP (2026/0104665-8)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:CARLUSIA SOUSA BRITOADVOGADO:CARLUSIA SOUSA BRITO - SP295567IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:GLEISON HUMBERTO SANTOS DIASCORRÉU:ANDRÉ COLOMBO DIASCORRÉU:DÊNIS VINICIUS DA SILVACORRÉU:GILVAN SOARES DA SILVACORRÉU:GUSTAVO JOSÉ DE JESUS RODRIGUESCORRÉU:ISAQUE DUARTE DA SILVACORRÉU:KAÍQUE CRAVO ROXO PORFÍRIOCORRÉU:LEANDRO SOTERO BECKERCORRÉU:PAULO ANTONIO NETOCORRÉU:RICLECIO CERQUEIRA DE MORAESCORRÉU:WESLEY GOMES ROQUEINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de GLEISON HUMBERTO SANTOS DIAS em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Processo n. 2056081-27.2026.8.26.0000).
Consta dos autos a prisão temporária do paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente de suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 2º, § 2º, da Lei n. 12.850/2013, e 121, § 2º, I, III, IV, VII, “a”, 148, § 2º, 211 e 250, caput, do Código Penal, termos em que denunciado.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a prisão preventiva viola a presunção de inocência e foi decretada sem a demonstração dos requisitos legais, constituindo medida de última ratio.
Alega que a segregação processual está desprovida de fundamentação idônea por estar amparada na gravidade dos fatos, sem elementos concretos de risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal.
Argumenta que não estão presentes os requisitos autorizadores do art. 312 do CPP e que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares diversas da prisão do art. 319 do CPP, cujo afastamento não foi devidamente motivado.
Defende que o paciente possui condições pessoais favoráveis, como primariedade, trabalho lícito e residência fixa, e que não há indícios de risco à instrução criminal ou de fuga, inexistindo justa causa para manter a custódia.
