Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS (IMPETRADO), 1. LARISSE SANTANA ALVES PIMENTEL (IMPETRANTE)
- Advogado
- LARISSE SANTANA ALVES PIMENTEL (OAB 50505/GO)
HC 1083859/GO (2026/0111368-3)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:LARISSE SANTANA ALVES PIMENTELADVOGADO:LARISSE SANTANA ALVES PIMENTEL - GO050505IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁSPACIENTE:JOAO VICTOR NASCIMENTO SILVA COSTACORRÉU:DAVI GAMA TAVARESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de JOÃO VICTOR NASCIMENTO SILVA COSTA, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS.
Consta nos autos que, em 31/01/2026, o Juízo da Vara de Custódias da Comarca de Trindade homologou o auto de prisão em flagrante e converteu a prisão em preventiva, sob imputação do artigo 157, § 2º, inciso II, do Código Penal.
A defesa impetrou habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, que conheceu e denegou a ordem, mantendo a prisão preventiva do paciente com fundamento na gravidade concreta, no modus operandi e na garantia da ordem pública - fls. 115-122.
Na presente impetração, sustenta a defesa a ausência de fundamentação concreta e individualizada da prisão preventiva, ponderando as condições pessoais favoráveis do paciente.
Defende a suficiência de medidas cautelares diversas, previstas no art. 319 do Código de Processo Penal.
Requer a revogação da prisão preventiva ou, subsidiariamente, sua substituição por medidas cautelares diversas.
Liminar indeferida às fls. 136-137.
Informações prestadas às fls. 139-145.
O Ministério Público Federal em parecer, às fls. 152-156, manifestou-se pelo não conhecimento da ordem.
É o relatório. DECIDO.
No presente caso, verifica-se que a decisão que decretou a segregação cautelar encontra-se devidamente fundamentada em elementos concretos extraídos dos autos, os quais demonstram, de forma inequívoca, a necessidade da prisão para a garantia da ordem pública, sobretudo pelo modus operandi da conduta em tese praticada, consistente no crime de roubo qualificado. O acusado, em concurso com outros dois corréus, teria abordado de forma violenta a vítima, pessoa idosa de 64 anos, por volta das 5 horas da manhã, em um ponto de ônibus, quando esta se dirigia ao trabalho, anunciando o assalto e exigindo a entrega de seus pertences, circunstâncias que evidenciam a gravidade concreta da conduta e legitimam a imposição da segregação cautelar - fl. 117.
