Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. ALAN RIAN DIAS MARTINS (IMPETRANTE)
- Advogados
- LINCOLN RICKIEL PERDONA LUCAS (OAB 148457/SP), ALAN RIAN DIAS MARTINS (OAB 525177/SP)
HC 995589/SP (2025/0127457-5)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ALAN RIAN DIAS MARTINSADVOGADOS:LINCOLN RICKIEL PERDONA LUCAS - SP148457ALAN RIAN DIAS MARTINS - SP525177IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:YSABELLA DE SOUZA PINHEIROINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de YSABELLA DE SOUZA PINHEIRO em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2103035-68.2025.8.26.0000.
Consta dos autos a prisão em flagrante da paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente de suposta prática do delito capitulado no art. 121, § 2º, II, c/ c art. 14, II, ambos do Código Penal.
Em suas razões, sustentam os impetrantes a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto que não há indícios suficientes de materialidade da prática delitiva.
Argumentam que "a conduta supostamente praticada pela investigada amolda-se ao crime de tentativa de lesão corporal" (fl. 10).
Apontam que a segregação processual da paciente, que possui predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea pois amparada na mera gravidade abstrata do delito.
Alegam que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema, previstos no art. 312 do CPP e que revelam-se adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do CPP.
Relatam que "a conduta foi praticada após provocações iniciadas em redes sociais pela suposta vítima, que também atacou a Investigada no momento da ocorrência" (fl. 9).
Além disso, ponderam que deixou de ser observado o princípio da homogeneidade das medidas cautelares tendo em vista que, em caso de eventual condenação, a paciente será submetida a regime inicial de cumprimento da pena mais brando do que o fechado.
