Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA (IMPETRADO), 1. ANANDA CARLA PEREIRA MERCES (IMPETRANTE)
- Advogados
- ANANDA CARLA PEREIRA MERCES (OAB 72972/BA), JOSÉ MÁRIO DIAS SOARES JÚNIOR (OAB 56498/BA)
HC 999814/BA (2025/0150215-0)RELATOR:MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZIMPETRANTE:ANANDA CARLA PEREIRA MERCESADVOGADOS:JOSÉ MÁRIO DIAS SOARES JÚNIOR - BA056498ANANDA CARLA PEREIRA MERCES - BA072972IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIAPACIENTE:P R DA S B DE MINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA
DECISÃO
P. R. DA S. B. DE M. alega ser vítima de coação ilegal em decorrência de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia na Petição Criminal n. 8045288-77.2024.8.05.0000.
A defesa busca a revogação da custódia cautelar do agente, por reputar carente de fundamentação idônea o acórdão que manteve a segregação e ausentes os requisitos do art. 312 do CPP.
Afirma, ainda, que a mudança do contexto fático, arquivamento das investigações a respeito da suposta apropriação indébita e do abandono material das vítimas, afastaria os fundamentos que ensejaram a segregação.
O Ministério Público Federal, em parecer do Subprocurador-Geral da República Roberto Luís Oppermann Thomé, opinou pelo não conhecimento do habeas corpus ou pela sua prejudicialidade (fls. 2.844-2.847).
Decido.
Ao analisar os autos, verifico que este habeas corpus cuida do mesmo objeto do HC n. 908.756/BA – idoneidade da fundamentação que ampara a segregação cautelar –, anteriormente distribuído nesta Corte Superior, evidenciando-se, assim, a impossibilidade de conhecer-se do writ ante a reiteração de pedido.
Ainda que no presente habeas corpus o ato apontado como coator seja outro, verifico que o pedido e a causa de pedir são os mesmos do writ anteriormente impetrado.
Apesar de a defesa arguir que arquivamento das investigações a respeito da suposta apropriação indébita e do abandono material das vítimas afastaria os fundamentos que ensejaram a segregação, verifico que o ato ora apontado como coator limitou-se a reafirmar que a segregação cautelar foi fundamentada na gravidade concreta das condutas imputadas.
Importante ressaltar, ainda, que a fundamentação da segregação cautelar – gravidade concreta – foi considerada idônea no referido HC n. 908.756/BA e o feito transitou em julgado.
