Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (IMPETRADO), 1. LUIZ GUILHERME DA SILVA CONCEICAO (IMPETRANTE)
- Advogado
- LUIZ GUILHERME DA SILVA CONCEIÇÃO (OAB 029325/MT)
HC 1002693/MT (2025/0167067-9)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJPACIENTE:U DE L O RIMPETRANTE:LUIZ GUILHERME DA SILVA CONCEICAOADVOGADO:LUIZ GUILHERME DA SILVA CONCEIÇÃO - MT029325OINTERESSADO:MINISTERIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de U DE L O R em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 1013740-54.2025.8.11.0000.
Consta dos autos a prisão temporária do paciente decorrente de suposta prática do delito capitulado no art. 217-A, do Código Penal.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a segregação processual do paciente, que possui predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea.
Alega que não estão presentes os requisitos autorizadores da prisão temporária, previstos na Lei n. 7.960/1989.
Argumenta que "decretar a prisão temporária com base em requisitos da prisão preventiva constitui uma inadmissível subversão de sua finalidade, não admitida pela Lei" (fl. 8).
Além disso, aponta que "a repercussão midiática ou o fato da demora da juntada do exame pericial da vítima (culpa que não pode ser atribuída ao réu) não constitui fundamento para a prisão temporária" (fl. 8).
Aduz que "a suposta fuga dos suspeitos não constitui argumento válido para fins de decretação da prisão temporária por ausência de previsão legal" (fl. 9).
Pondera que o paciente é "cardiopata crônico portador de cardiopatia congênita grave c/ miocardiopatia septal assimétrica com marcapasso (07 – Laudo médico e Exames Cardiopatia grave)" (fl. 14); e que "um Ofício da CDP de Nobres/MT informa não existir equipe de saúde permanente no local para atender o Estado de saúde" (fl. 15).
Requer, assim, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas não prisionais.
