Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (IMPETRADO), 1. TATIANA VIZZOTTO BORSA (IMPETRANTE)
- Advogado
- TATIANA VIZZOTTO BORSA (OAB 47419/RS)
HC 1093601/RS (2026/0170251-2)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:TATIANA VIZZOTTO BORSAADVOGADO:TATIANA VIZZOTTO BORSA - RS047419IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SULPACIENTE:CHRISTIAN TAVARES PEREIRACORRÉU:JONAS CORONEL RODRIGUESCORRÉU:ENDREW RODRIGUES BIERHALSCORRÉU:ANDRESSA RIBEIRO DA CONCEIÇÃOCORRÉU:MAICON ULGUIM CAVALHEIROCORRÉU:THAYS PEREIRA RENARDINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de C T P, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL no julgamento da Apelação Criminal n. 5006295-82.2023.8.21.0007.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, no regime inicial fechado, além do pagamento de 1.599 dias-multa, pela prática dos crimes tipificados nos arts. 33 e 35, c/c o art. 40, III e VI, todos da Lei n. 11.343/2006, na forma do art. 69, caput, do Código Penal – CP.
Os embargos de declaração opostos pela defesa foram acolhidos para reconhecer a atenuante da menoridade relativa (fls. 47/48).
O Tribunal de origem negou provimento à apelação interposta pelo paciente.
Os embargos de declaração opostos pela defesa foram rejeitados, conforme acórdão de fls. 19/22.
No presente writ, a defesa sustenta a nulidade das provas digitais por quebra total da cadeia de custódia de mensagens extraídas do aplicativo WhatsApp, sem preservação técnica e sem perícia oficial, em violação ao art. 158-A do Código de Processo Penal – CPP.
Sustenta a ausência de materialidade direta quanto ao paciente, destacando que não houve apreensão de drogas vinculadas à sua pessoa, sendo a condenação lastreada apenas em “prints” de celular de terceiros e interpretações subjetivas.
Argumenta que a condenação se deu por presunção, ancorada em menções indiretas ao nome do paciente em diálogos de corréus, sem comprovação técnica de integridade e autenticidade dos dados digitais.
