Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. MARIA HELENA RIBEIRO DE MORAES (IMPETRANTE)
- Advogado
- MARIA HELENA RIBEIRO DE MORAES (OAB 82758/SP)
HC 1094323/SP (2026/0172368-9)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:MARIA HELENA RIBEIRO DE MORAESADVOGADO:MARIA HELENA RIBEIRO DE MORAES - SP082758IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ARI ADILSON RIBEIROINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de A. R., em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento da Revisão Criminal n. 0023451-59.2020.8.26.0000.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 94 anos de reclusão no regime fechado, como incurso nas sanções do art. 214, c/c o art. 226, II, do Código Penal, por 7 vezes, na forma do art. 69 do Código Penal, sendo-lhe concedido o direito de recorrer em liberdade.
A apelação criminal interposta pela defesa teve o provimento negado pelo Tribunal estadual, e a insurgência do Ministério Público foi parcialmente provida, reconhecendo a continuidade delitiva com relação cinco vítimas, sem alteração da pena final.
A condenação transitou em julgado em 1º/2/2017 (AREsp n. 990.445/SP).
A revisão criminal apresentada pela defesa foi parcialmente deferida para acolher a preliminar de ilegitimidade do Ministério Público para mover a ação penal em relação a uma das vítimas, com o reconhecimento da decadência, razão pela qual a pena do paciente foi redmiensionada para 80 anos de reclusão, em julgamento realizado em 4/7/2022.
Em consulta ao Sistema Justiça, constato que a defesa impetrou habeas corpus nesta Corte, autuado sob o HC n. 872.931/SP, no qual foi concedia a ordem, de ofício, para reconhecer a continuidade delitiva entre todos os delitos, redimensionando a pena para 20 anos de reclusão, mantidos os demais termos da condenação.
Daí o presente writ, no qual a defesa alega nulidade absoluta da sentença por violação ao art. 5º, LV, da Constituição Federal e ao art. 128, I, da LC 80/94, consistente na ausência de intimação pessoal da Defensoria Pública para manifestação sobre prova documental juntada após as alegações finais, em vista aberta exclusivamente ao Ministério Público.
