Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. GILBERTO JOSE TAVARES NOVO (IMPETRANTE)
- Advogado
- GILBERTO JOSÉ TAVARES NOVO (OAB 87898/SP)
HC 1094730/SP (2026/0174540-3)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:GILBERTO JOSE TAVARES NOVOADVOGADO:GILBERTO JOSÉ TAVARES NOVO - SP087898IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ALFREDO CARLOS DAMASCENO NETOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de ALFREDO CARLOS DAMASCENO NETO em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Consta da inicial que o paciente foi condenado às sanções do art. 217-A do Código Penal.
O impetrante alega que o regime fechado foi fixado apenas com base na hediondez do delito, sem motivação concreta extraída das circunstâncias judiciais.
Aduz que foram violados os arts. 33, §§ 2º, b, e 3º, c/c o art. 59, ambos do CP, por desconsideração das circunstâncias favoráveis e da primariedade do paciente.
Assevera que o Supremo Tribunal Federal, no HC n. 111.840/ES, afastou a obrigatoriedade do regime inicial fechado para crimes hediondos, exigindo fundamentação concreta para regime mais gravoso.
Afirma que as Súmulas n. 718 e 719 do STF e 440 do STJ vedam a imposição de regime mais severo com base na gravidade abstrata do crime.
Defende que há precedentes desta Corte Superior que, em hipóteses análogas, fixaram o regime semiaberto quando a pena-base foi aplicada no mínimo, o paciente é primário e as circunstâncias são favoráveis.
Entende que o acórdão recorrido deve ser reformado para redimensionar o regime inicial para o semiaberto, por ausência de motivação idônea para o regime fechado.
Pondera que, subsidiariamente, deve ser concedida prisão domiciliar por razões humanitárias, nos termos dos arts. 318 do Código de Processo Penal e 117 da Lei de Execução Penal, diante do estado de saúde grave e da insuficiência do tratamento no cárcere.
Argumenta que existem decisões do STF e do STJ que autorizam a prisão domiciliar em hipóteses excepcionais, inclusive para regimes semiaberto e fechado, quando demonstrada a imprescindibilidade da medida.
