SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (IMPETRADO), 1. GUSTAVO FERNANDES SCHISLER (IMPETRANTE)
Advogado
GUSTAVO FERNANDES SCHISLER (OAB 43177/CE)
HC 1094889/CE (2026/0175375-6)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:GUSTAVO FERNANDES SCHISLERADVOGADO:GUSTAVO FERNANDES SCHISLER - CE043177IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁPACIENTE:DOUGLAS DA SILVA NASCIMENTOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de DOUGLAS DA SILVA NASCIMENTO contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará proferido HC n. 0623403-96.2026.8.06.0000.
Consta que o Juízo da Vara de Delitos de Organização Criminosas, nos autos n. 0241856-46.2022.8.06.0001, deferiu a quebra do sigilo telefônico/telemático dos aparelhos telefônicos apreendidos durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva.
Neste writ, o impetrante sustenta que a investigação se estruturou em interceptações telefônicas, posteriormente reputadas ilícitas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará em habeas corpus anterior (HC n. 0622056-96.2024.8.06.0000), com consequente trancamento da ação penal de origem, o que torna incompatível a manutenção da custódia estatal dos aparelhos e a realização de extração de dados.
Argumenta, ainda, que o ato de extração de dados, deferido em 14/11/2025, contraria a autoridade das decisões que trancaram a ação penal e configura indevida fishing expedition.
Ressalta que o não conhecimento do writ pelo Tribunal de origem, sob supressão de instância e inadequação da via, foi equivocado, pois o habeas corpus impugnava precisamente a decisão do Juízo de primeiro grau que autorizou a extração, e a via eleita é adequada para o controle de ilicitude probatória aferível de plano, sem necessidade de dilação.
Requer, liminarmente, a suspensão imediata da decisão que autorizou a extração de dados dos aparelhos celulares do paciente. No mérito, pleiteia anular a decisão que que autorizou a extração de dados dos aparelhos celulares, com a determinação do desentranhamento de eventuais dados já coletados e vedar nova extração ou utilização de tais informações, bem como a restituição dos dispositivos apreendidos.
É consolidada a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a prerrogativa do relator para julgar monocraticamente o habeas corpus e o respectivo recurso não é afastada pelas normas regimentais que preveem a oitiva prévia do Ministério Público Federal (arts. 64, III, e 202 do RISTJ), notadamente quando a matéria se conforma com o entendimento dominante desta Corte (AgRg no HC n. 856.046/SP, de relatoria do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 24/10/2023, DJe de 30/10/2023).
Assim, passo a analisar diretamente o pedido formulado na insurgência.
De início, constato que a tese de nulidade da decisão que autorizou a extração de dados dos aparelhos celulares do paciente não foi apreciada pelo Tribunal a quo, ao argumento de que, são matérias que demandam um exame aprofundado da prova, não sendo o habeas corpus instrumento hábil para a sua análise, salvo se houvesse, nos autos, prova pré-constituída idônea e irrefutável a oferecer-lhes suporte, o que não é o caso (fl. 14), bem como ao argumento de que a alegação não havia sido submetido à análise prévia do juízo de origem.
Desse modo, considerando que o Tribunal de origem não se manifestou sobre a nulidade deduzida na petição inicial, esta insurgência não pode ser conhecida no ponto, sob pena de indevida supressão de instância. Com efeito, "[m]atéria que não foi analisada no Tribunal estadual não pode ser objeto de análise desta Corte Superior, sob pena de indevida supressão de instância" (AgRg no HC 597.244/SP, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 12/08/2020, DJe de 18/08/2020).
Mutatis mutandis:
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DA MOTIVAÇÃO DA DECISÃO ORA IMPUGNADA. VIOLAÇÃO DAS REGRAS DOS ARTS. 1.021, § 1.º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, E 259, § 2.º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ILEGALIDADE DA ABORDAGEM POLICIAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, DESPROVIDO.
[...]
4. "[N]ão tendo a tese defensiva atinente à ilicitude das provas existentes em desfavor do acusado sido analisada pela Corte local sob o mesmo enfoque ventilado nas razões iniciais do presente mandamus, não cabe a este Tribunal Superior inaugurar a apreciação do tema, sob pena de incursão em vedada supressão de instância" (AgRg no HC n. 769.880/SP, Rel. Ministro JESUÍNO RISSATO, Desembargador Convocado do TJDFT, SEXTA TURMA, julgado em 7/3/2023, DJe 10/3/2023).
5. Agravo regimental parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido. (AgRg no HC n. 793.334/SP, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 12/06/2023; DJe de 15/06/2023).
Na hipótese dos autos, o mérito deixou de ser analisado sob a justificativa da necessidade de análise do conjunto fático-probatório, vedada no âmbito do ação constitucional. Ocorre que o Superior Tribunal de Justiça admite a impetração de habeas corpus para avaliar eventual nulidade da decisão judicial que decreta a quebra dos sigilos telefônico e telemático.
Exemplificativamente:
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. OFENSA AO PRINCÍPIOS DA COLEGIALIDADE E AMPLA DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PROVA EMPRESTADA VÁLIDA. AGRAVO IMPROVIDO.
(...)
7. A interceptação telefônica deferida em outro feito e integrada ao processo como prova emprestada foi devidamente motivada em indícios concretos da existência de crimes graves e na necessidade da medida para a investigação, não havendo ilegalidade a ser reconhecida.
8. A jurisprudência permite que a decisão de quebra de sigilo telefônico seja fundamentada de forma sucinta, desde que demonstre o preenchimento dos requisitos autorizadores.
IV. Dispositivo e tese
9. Agravo improvido.
Tese de julgamento: "1. A decisão monocrática proferida por relator não afronta o princípio da colegialidade quando há possibilidade de agravo regimental. 2. A interceptação telefônica pode ser autorizada com fundamentação sucinta, desde que preenchidos os requisitos legais.".
Dispositivos relevantes citados: Lei nº 9.296/1996, art. 2º.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 485.393/SC, Rel. Min. Felix Fischer, Quinta Turma, DJe 28/3/2019; STJ, AgRg no HC 607.055/SP, Rel. Min. Felix Fischer, Quinta Turma, julgado em 9/12/2020, DJe 16/12/2020; STJ, AgRg no RHC 163.613/MS, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Quinta Turma, DJe 19/8/2022. (AgRg no HC n. 939.495/GO, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 18/6/2025, DJEN de 26/6/2025.)
Além disso, ao contrário do exposto no acórdão impugnado, compete ao próprio Tribunal a quo analisar a legalidade dos fundamentos da decisão que autorizou a extração de dados dos aparelhos celulares do paciente, pois o ato coator foi proferido por Juiz de Direito.
Assim, em virtude da omissão decorrente da não apreciação da tese defensiva - na contramão do princípio da inafastabilidade da jurisdição -, impõe-se determinar ao Tribunal local que examine o pedido exposto no writ na origem, evidentemente, dentro das balizas de cognição adequadas à via do remédio heroico.
Nessa linha, mutatis mutiandis:
PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. PEDIDO DE INDULTO. MÉRITO DA IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDO PELO TRIBUNAL A QUO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DIRETA POR ESTA CORTE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NECESSÁRIA DEVOLUÇÃO À CORTE DE ORIGEM. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO QUE DEVE SER SANADA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO.
Ordem concedida nos termos do dispositivo. (HC n. 986.422/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 4/6/2025, DJEN de 10/6/2025; grifamos).
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. FURTO E RECEPTAÇÃO. INQUÉRITO POLICIAL. TRANCAMENTO. EXCESSO DE PRAZO. FEITO COMPLEXO. ACESSO AOS AUTOS DA INVESTIGAÇÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. MATÉRIA LEVADA A CONHECIMENTO DO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AGRAVO REGIMENTAL PARCIALMENTE PROVIDO.
(...)
3. O pleito relativo ao acesso aos autos do inquérito não foi diretamente examinado pelo Tribunal de Justiça, inviabilizando a apreciação de tal alegação pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância.
4. O Tribunal de origem não se debruçou sobre o mérito de tal questão sob o fundamento de que esse pleito não foi apreciado pelo juízo de primeiro grau. Entretanto, verifica-se que o magistrado singular indeferiu o pedido, de modo que incumbe ao Tribunal de Justiça examinar o pedido formulado pelo agravante na impetração originária, podendo, se for o caso, conceder a ordem, ainda que de ofício, para fazer cessar eventual constrangimento ilegal, desde que não seja necessário revolver fatos e provas, sob pena de negativa de prestação jurisdicional.
5. Agravo regimental parcialmente provido para determinar que o Tribunal de origem examine o pleito relativo ao acesso aos autos do inquérito, julgando-o como entender de direito.
(AgRg no RHC n. 197.125/SC, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 18/6/2024, DJe de 21/6/2024.)
RECURSO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RÉU FORAGIDO, REITERAÇÃO DELITIVA E MODUS OPERANDI. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. TESES DE NULIDADE E EXCESSO DE LINGUAGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INDEVIDA AUSÊNCIA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. RECURSO CONHECIDO EM PARTE E, NESSA EXTENSÃO, DESPROVIDO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.
(...)
4. As teses referentes à ilicitude da prova e ao excesso de linguagem não foram objeto de apreciação pelo Tribunal de origem, o que impede o exame do tema diretamente pelo Superior Tribunal de Justiça, sobrepujando a competência da Corte local, sob pena de incorrer em indevida supressão de instância e violação dos princípios do duplo grau de jurisdição e do devido processo legal.
5. Compulsando os autos, contudo, é imperioso consignar que a defesa, de fato, formulou tais pedidos na impetração originária, e que o Tribunal de Justiça não conheceu da impetração, deixando de apreciar o pleito formulado no writ, ao fundamento de que 'não admitem a utilização do habeas corpus como sucedâneo do meio processual adequado, exceto quando flagrante a ilegalidade apontada [...]'.
6. 'A não manifestação do eg. Tribunal a quo sobre o mérito da impetração, na hipótese, configurou indevida negativa de prestação jurisdicional. Tratando-se de questão relevante, devidamente suscitada no writ originário, e não apreciada, devem os autos ser remetidos à eg. Corte estadual para que se pronuncie acerca da quaestio' (HC n. 398.690/SC, relator Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 3/8/2017, DJe de 10/8/2017).
7. Recurso parcialmente conhecido, e, nessa extensão, desprovido. Ordem concedida de ofício para determinar ao Tribunal de Justiça do Estado do Piauí que aprecie o mérito (referentes aos capítulos decisórios remanescentes) do habeas corpus originário como entender de direito. (RHC 107.237/PI, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 22/10/2019, DJe de 28/10/2019; grifamos).
Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Concedo, porém, habeas corpus de ofício para determinar que o Tribunal de origem analise a tese de ilicitude das provas, formulada na inicial do writ originário, dentro das balizas de cognição próprias à espécie, como entender de direito, afastada a conclusão de que há supressão de instância do tema ou revolvimento aprofundado de provas.
Publique-se. Intimem-se.
Relator
CARLOS PIRES BRANDÃO
COORDENADORIA DE CLASSIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE PROCESSOS
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (IMPETRADO), 1. GUSTAVO FERNANDES SCHISLER (IMPETRANTE)
Advogado
GUSTAVO FERNANDES SCHISLER (OAB 43177/CE)
HC 1094889/CE (2026/0175375-6)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:GUSTAVO FERNANDES SCHISLERADVOGADO:GUSTAVO FERNANDES SCHISLER - CE043177IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁPACIENTE:DOUGLAS DA SILVA NASCIMENTOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁProcesso distribuído pelo sistema automático em 22/05/2026.
Órgão
SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
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HABEAS CORPUS
Destinatários
2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (IMPETRADO), 1. GUSTAVO FERNANDES SCHISLER (IMPETRANTE)
Advogado
GUSTAVO FERNANDES SCHISLER (OAB 43177/CE)
HC 1094889/CE (2026/0175375-6)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:GUSTAVO FERNANDES SCHISLERADVOGADO:GUSTAVO FERNANDES SCHISLER - CE043177IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁPACIENTE:DOUGLAS DA SILVA NASCIMENTOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ
DECISÃO
À fl. 64, o eminente Ministro Sebastião Reis Júnior consulta acerca de minha eventual prevenção para o julgamento da presente insurgência.
Considerando a prévia distribuição do HC n. 1.089.823/CE, conexo a este feito, à minha relatoria, acolho a prevenção arguida, determinando a redistribuição deste habeas corpus, nos termos do art. 71 do RISTJ.
Ministro
CARLOS PIRES BRANDÃO
Órgão
SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
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HABEAS CORPUS
Destinatários
2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (IMPETRADO), 1. GUSTAVO FERNANDES SCHISLER (IMPETRANTE)
Advogado
GUSTAVO FERNANDES SCHISLER (OAB 43177/CE)
HC 1094889/CE (2026/0175375-6)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:GUSTAVO FERNANDES SCHISLERADVOGADO:GUSTAVO FERNANDES SCHISLER - CE043177IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁPACIENTE:DOUGLAS DA SILVA NASCIMENTOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ
DESPACHO
Em consulta ao sistema processual, verifica-se a distribuição de outro feito aparentemente vinculado à Ação Penal n. 0241856-46.2022.8.06.0001, que ensejou o presente processo.
Assim, nos termos do art. 71, caput, do RISTJ, consulte-se o Ministro Carlos Pires Brandão sobre eventual prevenção, em razão da distribuição do Habeas Corpus n. 1.089.823/CE (2026/0146677-2).
Uma vez reconhecida, proceda-se à redistribuição.
Relator
SEBASTIÃO REIS JÚNIOR
COORDENADORIA DE CLASSIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE PROCESSOS
Classe
HABEAS CORPUS
Destinatários
2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (IMPETRADO), 1. GUSTAVO FERNANDES SCHISLER (IMPETRANTE)
Advogado
GUSTAVO FERNANDES SCHISLER (OAB 43177/CE)
HC 1094889/CE (2026/0175375-6)RELATOR:MINISTRO SEBASTIÃO REIS JÚNIORIMPETRANTE:GUSTAVO FERNANDES SCHISLERADVOGADO:GUSTAVO FERNANDES SCHISLER - CE043177IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁPACIENTE:DOUGLAS DA SILVA NASCIMENTOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁProcesso distribuído pelo sistema automático em 07/05/2026.