Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 6A REGIAO (IMPETRADO), 1. MARCELO LUIZ ÁVILA DE BESSA (IMPETRANTE)
- Advogados
- MARIA CLARA FERREIRA SANTIAGO (OAB 68558/DF), MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA (OAB 12330/DF), THIAGO LOBO FLEURY (OAB 48650/DF)
HC 1095124/MG (2026/0176974-0)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:MARCELO LUIZ ÁVILA DE BESSAADVOGADOS:THIAGO LOBO FLEURY - DF048650MARCELO LUIZ AVILA DE BESSA - DF012330MARIA CLARA FERREIRA SANTIAGO - DF068558IMPETRADO:TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 6A REGIAOPACIENTE:JOSÉ ROBERTO SALGADOCORRÉU:CLAUDIO EUSTAQUIO DA SILVACORRÉU:FRANCISCO DE ASSIS MORAIS PINTO COELHOCORRÉU:RONALDO DOS SANTOS CORREACORRÉU:VINICIUS SAMARANE
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado em benefício de JOSÉ ROBERTO SALGADO, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO no julgamento da Apelação Criminal n. 2005.38.00.025490-2/MG.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 anos e 3 meses de reclusão, no regime inicial semiaberto, além do pagamento de 40 dias-multa, pela prática do crime tipificado no art. 4º, caput, da Lei n. 7.492/86.
O Tribunal de origem negou provimento à apelação interposta pelo paciente, em acórdão assim ementado (fls. 391/392):
“PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIME DO ART. 4° DA LEI 7.492/1986 (GESTÃO FRAUDULENTA). INÉPCIA DENÚNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA. ORDEM NO INTERROGATÓRIO. NULIDADES INEXISTENTES. AUTORIA E MATERIALIDADE DEMONSTRADAS. DOSIMETRIA MANTIDA.
I - Não é inepta a peça acusatória que preenche os requisitos exigidos pelo art. 41 do Código de Processo Penal. Isto é, contém a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, qualifica os acusados, classifica o crime, traz o rol de testemunhas e está lastrada em elementos probatórios mínimos, suficientes para o regular desenvolvimento da ação penal.
II - O Magistrado não está obrigado a adotar as teses ou alegações defensivas, tampouco é obrigado a analisar um a um os pretensos fundamentos da parte, desde que indique fundamentos suficientes que motivem a sua convicção ao decidir. Precedentes.
III - Pacífico o entendimento jurisprudencial no sentido de que não há nulidade no processo penal sem que haja a demonstração do prejuízo, razão pela qual a decisão que indeferiu o pleito do apelante de expedição de nova carta rogatória para oitiva de testemunha não padece de qualquer vício, posto que não comprovada a sua imprescindibilidade.
