Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
HC 1006880/MG (2025/0191794-9)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAISADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAISIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:LUIS HUMBERTO ALVESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado pela Defensoria Pública, em favor de LUIS HUMBERTO ALVES contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante no dia 28 de julho de 2022 pela suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2º, incisos II e IV, do Código Penal, sendo a prisão convertida em preventiva. Concluída a instrução sobreveio sentença condenando o réu pela prática do crime previsto no art. 121, §2º, II e IV, do Código Penal, à pena de 18 (dezoito) anos de reclusão, em regime inicial fechado.
No presente writ, alega-se que o Tribunal de origem por ocasião do julgamento do recurso de apelação, cassou o veredicto do Tribunal do Júri em preliminar de ofício e determinou a submissão do paciente a novo julgamento, razão pela qual foi requerida, na instância inferior, a revogação da prisão cautelar, tendo em vista o excesso de prazo da prisão provisória, a qual perdura há mais de 2 anos e 9 meses.
Sustenta a impetrante que o indeferimento do relaxamento da prisão configura constrangimento ilegal, pois não há previsão de nova data para o julgamento e o paciente não contribuiu para a demora do andamento processual. Menciona ainda que foram opostos embargos de declaração pela defesa e pela acusação e que, até o momento, não houve definição quanto ao novo julgamento.
Argumenta que não se mostra razoável a manutenção da prisão provisória por período tão prolongado, principalmente diante da ausência de fundamentação idônea e da nulidade reconhecida quanto ao julgamento perante o Tribunal do Júri.
Diante disso, requer, liminarmente, que o paciente aguarde em liberdade o julgamento do presente habeas corpus, e, no mérito, que seja relaxada a prisão cautelar imposta, com base no nciso LXV, da Constituição Federal, por excesso de prazo.
