Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOAS (IMPETRANTE), 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS (IMPETRADO)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOAS
HC 1098684/AL (2026/0196544-8)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE ALAGOASIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOASPACIENTE:EDVALDO MANOEL DOS SANTOSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOAS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de EDVALDO MANOEL DOS SANTOS, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS, em decorrência do julgamento do habeas corpus n. 0803152-84.2026.8.02.0000.
Consta nos autos que "que foi oferecida denúncia contra o paciente no dia 22/02/2000 pelo cometimento, em tese, do crime de atentado violento ao pudor, tipificado, à época dos fatos, no art. 214, parágrafo único, do Código Penal. A inicial acusatória foi recebida pelo juízo no dia 09/05/2000 e, posteriormente, verificado o não comparecimento do paciente à audiência designada, bem como a ausência de constituição de advogado, o magistrado determinou, em 15/10/2002" (fl. 19).
A defesa impetrou habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, que denegou a ordem (fls. 18).
Aduz a Defesa que "o acórdão coator convalidou uma citação editalícia manifestamente nula, tendo em vista que, após a tentativa de citação pessoal por meio do Oficial de Justiça, o juízo de origem limitou-se a expedir um único ofício ao Tribunal Regional Eleitoral, diligência que se mostrou infrutífera"(fl. 7).
Ademais, "A prova cabal da displicência estatal reside no fato de que o paciente possuía contas de energia elétrica em seu nome, com endereço certo e sabido na mesma comarca" (fl. 8).
Na presente impetração, busca-se a concessão da ordem para: (i) reconhecer a nulidade da citação por edital, com a anulação dos atos subsequentes, inclusive o decreto prisional; e (ii) revogar a prisão preventiva, subsidiariamente substituí-la por medidas cautelares diversas.
É o relatório. DECIDO.
A decisão que decretou a segregação cautelar do paciente está fundamentada nos seguintes termos:
