Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- Destinatários
- 2. JUÍZO DA 22A VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO - RJ (SUSCITADO), 1. JUÍZO DE DIREITO DA 15A VARA CÍVEL DA CAPITAL - RJ (SUSCITANTE)
- Advogados
- FILIPE GRADIM MACHADO PEREIRA (OAB 226462/RJ), ANDREZZA DE OLIVEIRA ALVES (OAB 225640/RJ), SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
CC 213725/RJ (2025/0196661-9)RELATOR:MINISTRO HUMBERTO MARTINSSUSCITANTE:JUÍZO DE DIREITO DA 15A VARA CÍVEL DA CAPITAL - RJSUSCITADO:JUÍZO DA 22A VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO - RJINTERESSADO:A DE O AOUTRO NOME:A DE O AADVOGADOS:FILIPE GRADIM MACHADO PEREIRA - RJ226462ANDREZZA DE OLIVEIRA ALVES - RJ225640INTERESSADO:R P S DE AINTERESSADO:R DO C PINTERESSADO:R V PADVOGADO:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M
DECISÃO
Cuida-se de conflito de competência instaurado entre o JUÍZO DE DIREITO DA 15A VARA CÍVEL DA CAPITAL - RJ e o JUÍZO DA 22A VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO - RJ.
Inicialmente, o JUÍZO DA 22A VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO - RJ declinou de sua competência sustentando que (fls. 86-91):
Afirma o reclamante haver prestado serviços para a reclamada, de forma subordinada, no período de 01/04/2019 a 01/02/2021, na função de Advogado. Aduz que a prestação de serviços se deu por contrato de sociedade advocatícia celebrado entre as partes (ID 41c0f9d), muito embora sustente a presença dos requisitos caracterizadores da relação de emprego.
Diante de tais aspectos, postula o autor o reconhecimento da relação de trabalho subordinado.
A reclamada, por seu turno, nega a assertiva autoral, aduzindo que o demandante jamais atuou na condição de empregado, e sim, de prestador de serviços autônomo, em regime de cooperação mútua, em decorrência do contrato de sociedade advocatícia celebrado.
Com efeito, inafastável é a observância do posicionamento adotado pelo E. STF acerca da trazida à apreciação, valendo transcreverquaestio iuris as razões expostas na decisão proferida em sede de reclamação constitucional nº 59.836, pelo Exmo Ministro Roberto Barroso.
[...]
Portanto, como se verifica, o E. STF, por intermédio de suas decisões de repercussão geral, de submissão obrigatória a todos os juízes, vem reiteradamente reconhecendo outras formas de divisão do trabalho, independentemente da natureza do objeto social do tomador de serviços e afastando desta Especializada a competência para apreciação de controvérsia acerca da quaestio iuris objeto da demanda ou mesmo nulificando decisões que reconhecem a relação de emprego nestas hipóteses.
