Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. NAYRA SANTOS OLIVEIRA (IMPETRANTE)
- Advogado
- NAYRA SANTOS OLIVEIRA (OAB 221645/MG)
HC 1099762/MG (2026/0201443-0)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:NAYRA SANTOS OLIVEIRAADVOGADO:NAYRA SANTOS OLIVEIRA - MG221645IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:M DE L O MINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de M DE L O M, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS no julgamento do Habeas Corpus Criminal n. 1.0000.26.197790-4/000.
Extrai-se dos autos que foram deferidas medidas protetivas de urgência em desfavor da paciente, em setembro de 2021, com determinação de manter distância mínima de 200 metros da vítima e da residência de sua genitora, além da abstenção de contato por qualquer meio.
Interposto agravo de instrumento, foi negado provimento ao recurso, nos termos do acórdão que restou assim ementado (fl. 40):
“APELAÇÃO CRIMINAL – LEI MARIA DA PENHA – PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO SUSCITADA PELA AGRAVADA – NÃO CABIMENTO – INOVAÇÃO RECURSAL NÃO VERIFICADA – PREFACIAL AFASTADA – MÉRITO – REVOGAÇÃO DE MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE – REQUISITOS LEGITIMADORES PRESENTES – MEDIDAS CAUTELARES MANTIDAS. - Não há falar em inovação recursal quando as alegações trazidas na insurgência se inserem no mesmo contexto fático-jurídico já submetido ao juízo de origem, limitando-se a reforçar ou detalhar fundamentos relacionados à necessidade, adequação e proporcionalidade das medidas impugnadas. - Comprovada a presença dos requisitos legitimadores das medidas protetivas, sua confirmação é imperativa, a fim de resguardar a integridade física e psicológica da mulher vítima de violência doméstica.”
Impetrado habeas corpus perante o Tribunal de Justiça, este declinou da competência para esta Corte Superior, nos termos da seguinte ementa:
"HABEAS CORPUS – LEI MARIA DA PENHA – MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA – PEDIDO DE REVOGAÇÃO – DECISÃO MANTIDA EM AGRAVO DE INSTRUMENTO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA – AUTORIDADE COATORA – INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO TJMG PARA APRECIAÇÃO DO WRIT – COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – , “C”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – NÃO CONHECIMENTO DA ORDEM – REMESSA DOS AUTOS AO STJ. 1. Uma vez submetida a decisão de primeiro grau à apreciação de órgão fracionário do Tribunal de Justiça, que manteve as medidas protetivas de urgência anteriormente impostas, passa o próprio Tribunal a figurar como autoridade coatora para fins de impetração de habeas corpus. 2. Nos termos do nciso I, alínea “c”, da Constituição Federal, compete originariamente ao Superior Tribunal de Justiça o processamento e julgamento de habeas corpus impetrado contra ato de tribunal sujeito à sua jurisdição. 3. Evidenciada a incompetência absoluta do Tribunal de Justiça para apreciação da impetração, impõe-se o não conhecimento da ordem, com determinação de remessa dos autos ao Colendo Superior Tribunal de Justiça."
