Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (EMBARGADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (EMBARGADO), 1. TIAGO ANTONIO CINTRA (EMBARGANTE)
- Advogados
- VINÍCIUS PINHEIRO BOMFIM DOS SANTOS (OAB 488370/SP), LEOMAR GONÇALVES PINHEIRO (OAB 144349/SP)
EDcl nos HC 1107082/SP (2026/0243895-0)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJEMBARGANTE:TIAGO ANTONIO CINTRAADVOGADOS:LEOMAR GONÇALVES PINHEIRO - SP144349VINÍCIUS PINHEIRO BOMFIM DOS SANTOS - SP488370EMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALEMBARGADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Embargos de Declaração opostos por TIAGO ANTONIO CINTRA à decisão de fls. 997/998, que indeferiu liminarmente o Habeas Corpus, nos termos do art. 21-E, IV, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
Sustenta a parte embargante que:
A decisão embargada consignou que, “consoante consta dos presentes autos (fl. 3), ocorreu o trânsito em julgado do acórdão impugnado”, concluindo, a partir disso, que o habeas corpus teria sido impetrado contra condenação da origem já transitada em julgado.
Ocorre que há erro material e contradição nessa afirmação.
O documento acostado aos autos refere-se à certidão de trânsito em julgado do AREsp nº 2900732/SP (2025/0117262-4), no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, e não propriamente à certidão de trânsito em julgado do acórdão condenatório da origem enquanto ato coator analisado sob o prisma do regime prisional.
Ou seja, houve confusão entre:
a) o encerramento da via especial manejada perante o STJ; e
b) a natureza do constrangimento ilegal deduzido no habeas corpus, que não pretendia reabrir toda a condenação, mas corrigir ilegalidade específica e atual no regime inicial de cumprimento da pena.
A decisão embargada, portanto, parte de premissa processual que precisa ser esclarecida, pois o simples trânsito em julgado do AREsp não transforma, automaticamente, toda e qualquer insurgência constitucional relativa ao regime inicial em revisão criminal disfarçada.
Requer-se, assim, seja sanado o erro material, com manifestação expressa sobre qual trânsito em julgado foi efetivamente considerado na decisão embargada e em que medida ele impediria, de forma absoluta, o exame de ilegalidade flagrante no regime inicial (fl. 1.003).
