Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (IMPETRADO), 1. GUILHERME AYALA DA SILVA (IMPETRANTE)
- Advogado
- GUILHERME AYALA DA SILVA (OAB 112919/RS)
HC 1017655/SC (2025/0249171-4)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:GUILHERME AYALA DA SILVAADVOGADO:GUILHERME AYALA DA SILVA - RS112919IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINAPACIENTE:LUCIO MUNHOZ DA SILVACORRÉU:CANDIDA JANAINA DA CONCEICAO RIBEIROCORRÉU:PATRICK DE LIMA GARCIACORRÉU:JONATHAN FELIZARDO CANDIDOCORRÉU:JOAO EDUARDO BITENCOURT ALVESCORRÉU:LUCIO MUNHOZ DA SILVACORRÉU:ALAN VOLTZ MACHADO BATISTAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de LUCIO MUNHOZ DA SILVA contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA na Apelação Criminal n. 5010807-42.2024.8.24.0023.
Em síntese, aduz que o paciente foi condenado a 16 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 121, § 2º, incisos I, III e IV, do Código Penal. Alega que "a defesa teve indeferido pedido de juntada de documentos essenciais, mesmo tendo apresentado tal pedido dentro do prazo legal previsto no art. 479 do CPP, o que impediu a regular sustentação de teses em plenário. O acórdão de apelação reconheceu o protocolo da documentação dentro do prazo (com antecedência mínima de três dias úteis), mas alegou que não houve insurgência em ata - e, por isso, considerou preclusa a matéria, ignorando a nulidade ocorrida e o efetivo prejuízo à defesa." (fl. 2) Esclarece que foi interposto recurso especial que não foi admitido. Sustenta nulidade absoluta por cerceamento de defesa e que a condenação seria manifestamente contrária à prova dos autos. Pleiteia o reconhecimento de nulidade absoluta da sessão do Tribunal do Júri. Subsidiariamente, novo julgamento diante de decisão manifestamente contrária à prova dos autos.
Informações prestadas (fls. 201/207, 211/213 e 215/340).
O Ministério Público Federal se manifestou pela denegação da ordem (fls. 344/349).
É o relatório.
DECIDO.
A análise da presente impetração exige rigorosa observância aos limites constitucionais do habeas corpus, remédio constitucional de natureza específica destinado exclusivamente à proteção do direito fundamental de locomoção, nos termos do , da Constituição Federal.
