Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (AGRAVADO), 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 3. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (AGRAVADO), 1. LUCAS SILVESTRE PINHEIRO (AGRAVANTE)
- Advogado
- TATIANA CARVALHINHO MOTA (OAB 19360/ES)
AgRg no HC 1111686/ES (2026/0275223-5)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOAGRAVANTE:LUCAS SILVESTRE PINHEIROADVOGADO:TATIANA CARVALHINHO MOTA - ES019360AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de agravo regimental interposto por LUCAS SILVESTRE PINHEIRO contra decisão monocrática proferida pelo Ministro Presidente desta Corte, por meio da qual se indeferiu liminarmente o habeas corpus (fls. 115-116).
Consta dos autos a prisão em flagrante do agravante, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente da suposta prática dos delitos capitulados no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006 e no art. 329 do Código Penal.
Nas razões iniciais do writ, sustentou a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a prisão preventiva carece de fundamentação idônea, afirmando que não estão presentes os requisitos do art. 312 do CPP, pois a decisão teria se apoiado em “processo em aberto” correspondente a ANPP já extinto, que não gera reincidência, maus antecedentes ou periculosidade, além de mencionar ato infracional remoto da adolescência do paciente e quantidade de droga sem gravidade exacerbada, o que, no conjunto, não justificaria a medida extrema.
Alegou que a situação de flagrância foi forjada pelos policiais, expondo que vídeos e testemunhos demonstrariam a impossibilidade física dos fatos narrados, com emprego de força policial desproporcional e ausência de arma apreendida, apontando contradições no boletim de ocorrência e nos relatos da guarnição.
Requereu, liminarmente e no mérito, a revogação da prisão cautelar.
O habeas corpus foi indeferido liminarmente às fls. 115-116.
Irresignada, nas razões do agravo regimental, aduz a necessidade de mitigação da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal por manifesta teratologia e flagrante ilegalidade; no mérito, alega impossibilidade física dos fatos registrados nos autos, afirmando que mídias e gravações demonstram o paciente descalço, cooperando e com as mãos para cima, submetido a asfixia mecânica por golpe de “mata-leão” desferido por dois policiais, em contraste com a versão oficial, e aponta erro de direito no decreto preventivo por utilizar ANPP já integralmente cumprido e com punibilidade extinta (fls. 120-124).
