Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1112203/SP (2026/0277427-3)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:HIGOR CORREAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de HIGOR CORREA, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, em decorrência do julgamento da apelação criminal n. 1501079-07.2020.8.26.0529.
Consta dos autos que o paciente foi inicialmente condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Santana de Parnaíba à pena de 21 (vinte e um) anos e 6 (seis) meses de reclusão pelo crime de homicídio qualificado e 1 (um) ano, 5 (cinco) meses e 15 (quinze) dias de reclusão pelo crime de ocultação de cadáver, em regime inicial fechado, pelos artigos 121, § 2º, incisos I, III e IV, e 211 do Código Penal (fl. 24).
A defesa apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que negou provimento ao recurso (fls. 22-38), sobrevindo o trânsito em julgado em 26 de abril de 2025.
Na impetração, busca-se a concessão da ordem para: (i) revisar a dosimetria, reduzindo a exasperação da pena-base atribuída à culpabilidade; (ii) afastar a valoração dos maus antecedentes, por se fundar em condenação de 2006, já demasiadamente distante no tempo; (iii) afastar a negativação da conduta social, tida por fundada em juízos morais subjetivos; e (iv) afastar a negativação das consequências do crime, consideradas inerentes ao tipo penal (fls. 2-15).
O pedido de liminar foi indeferido (fls. 47-48).
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem (fls. 51-58).
É o relatório. DECIDO.
A controvérsia consiste em possível ilegalidade flagrante consubstanciada na dosimetria da pena, notadamente quanto à exasperação da pena-base e à valoração negativa das circunstâncias judiciais (fls. 2-15).
Todavia, o presente habeas corpus investe contra um acórdão com trânsito em julgado. Por essa razão, não deve ser conhecido, uma vez que foi utilizado como substituto de uma revisão criminal, em um contexto em que não se estabeleceu a competência originária desta Corte.
