Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. THAIS MERINO BARROS (IMPETRANTE)
- Advogados
- THAIS MERINO BARROS (OAB 434859/SP), EDSON BAIRD FERRAZ (OAB 148347/SP)
HC 1114180/SP (2026/0291191-3)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:THAIS MERINO BARROSADVOGADOS:THAIS MERINO BARROS - SP434859EDSON BAIRD FERRAZ - SP148347IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:ARISTEA GASPARINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de A. G. em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Consta dos autos que a paciente foi condenada à pena de 20 anos e 10 meses de reclusão em regime inicial fechado como incursa nas sanções dos arts. 13, § 2º, a, 29, § 1º, e 71, 217-A, caput, e 226, II, todos do Código Penal.
A impetrante alega que o cabimento do presente remédio decorre de ilegalidade patente na dosimetria, apta a ser sanada por meio de habeas corpus, por afetar diretamente a liberdade de locomoção.
Aduz que não há óbice de supressão de instância, pois a matéria foi submetida ao Tribunal de origem, que não conheceu do pedido, mantendo o constrangimento ilegal.
Assevera que houve bis in idem, porque a condição de mãe foi utilizada para reconhecer o dever jurídico de agir, nos termos do art. 13, § 2º, a, do Código Penal, e novamente para majorar a pena pelo art. 226, II, do mesmo diploma.
Afirma que a correção da reprimenda repercute de modo imediato na execução, permitindo o alcance de benefícios como progressão e livramento condicional, em vista do tempo de prisão e das remições já computadas.
Defende que, afastada a majorante do art. 226, II, a pena deveria ser readequada, com cálculo final inferior, considerando a fração do crime continuado e a diminuição do art. 29, § 1º, do Código Penal.
Entende que a jurisprudência desta Corte Superior de Justiça veda a dupla valoração da qualidade de ascendente quando ela já fundamenta a posição de garantidor no crime omissivo impróprio.
