Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PRIVADO
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. GLAUBER BEZ (IMPETRANTE)
- Advogados
- GLAUBER BEZ (OAB 261538/SP), RAFAELA MACHADO MARTINS (OAB 465424/SP), KENIA APARECIDA THOMÉ (OAB 508966/SP), VINICIOS MADIA LIMA (OAB 523250/SP)
HC 1024515/SP (2025/0292600-8)RELATOR:MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRAIMPETRANTE:GLAUBER BEZADVOGADOS:GLAUBER BEZ - SP261538RAFAELA MACHADO MARTINS - SP465424KENIA APARECIDA THOMÉ - SP508966VINICIOS MADIA LIMA - SP523250IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:C L C L
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus preventivo, com pedido de liminar, impetrado por GLAUBER BEZ e OUTROS em benefício de C. L. C. L, contra decisão monocrática de que indeferiu a liminar pretendida no habeas corpus impetrado perante o TJSP (fl. 14).
No presente writ (fls. 2-13), a parte sustenta que "o paciente não está inadimplente de forma absoluta, tendo efetuado, desde o início do processo, pagamentos mensais compatíveis com sua capacidade financeira atual. Mais ainda: ofereceu um imóvel de sua propriedade como forma de pagamento da dívida alimentar em execução, alternativa recusada pela parte exequente" (fl. 3).
Afirma que "a decisão que indeferiu a liminar fundamentou-se na suposta ausência de comprovação, por parte do Paciente, de sua incapacidade de arcar com a obrigação alimentar. Contudo, o que se verifica dos autos é justamente o oposto. O Paciente sempre buscou, de forma responsável, manter o adimplemento das pensões devidas aos menores credores, bem como preservar as condições mínimas de cuidado com sua genitora, pessoa idosa e portadora de câncer" (fl. 4).
Alega que o paciente é trabalhador autônomo e que eventual prisão comprometerá sua capacidade de gerar recursos, causando prejuízo imediato e concreto para seus filhos, bem como para sua mãe, que estaria em situação de fragilidade de saúde e vulnerabilidade social.
Aduz que o inadimplemento não se deu de forma fraudulenta e que o paciente "vem cumprindo regularmente com o pagamento da pensão alimentícia atual, restando em aberto apenas um débito pretérito, o qual ele busca quitar mediante a oferta de parte de um imóvel de sua propriedade" (fl. 10).
É o relatório.
