Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1025033/SP (2025/0296101-8)RELATOR:MINISTRO OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)IMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:BEATRIZ ASSIS SOUZA ARAUJOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de BEATRIZ ASSIS SOUZA ARAUJO, em que se aponta como autoridade coatora a 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Consta dos autos que a paciente foi condenada pela prática do delito previsto no art. 155, § 2º, do Código Penal, com pena de 8 meses de reclusão, substituída por pena restritiva de direitos (prestação de serviços à comunidade), tendo cumprido prisão processual por um mês e treze dias.
A defesa sustenta que a negativa de análise favorável ao indulto, com base em fundamentos carentes de respaldo legal ou fático, configura afronta direta ao direito de liberdade.
Afirma que a paciente, sendo primária, permaneceu presa processualmente por período superior a 1/6 da pena cominada, sem qualquer registro da prática de falta disciplinar nos 12 meses anteriores à data de promulgação do Decreto Presidencial n. 12.338/2024 (fl. 5).
Alega que a caracterização de falta grave pressupõe o efetivo início da execução da pena e o descumprimento voluntário das condições impostas pelo regime prisional, o que não ocorreu no presente caso.
Destaca que a paciente não foi informada das condições a serem cumpridas, não sendo admoestada judicialmente, nos termos da lei, e que a execução penal não teve início.
A defesa argumenta que a paciente não teve falta imputada, apurada e devidamente homologada judicialmente nos doze meses que precederam a publicação do Decreto Presidencial n. 12.338/2024.
Requer, liminarmente e no mérito, que seja concedida a ordem a fim de ser declarado o indulto concedido pelo Decreto Presidencial n. 12.338/2024, ncisos VII ou VIII, extinguindo-se a punibilidade em consonância com o disposto no , do Código Penal.
