Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1114938/SP (2026/0298732-0)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:L A P JPACIENTE:Y M DE SINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus com pedido de liminar impetrado em favor de L A P J e Y M DE S, em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 3009849-37.2026.8.26.0000.
Consta dos autos que os pacientes foram condenados ao cumprimento das medidas socioeducativas de internação, sem prazo determinado, e das medidas protetivas de matrícula e frequência obrigatória em estabelecimento de ensino e de tratamento contra a drogadição, pela prática de ato análogo ao crime capitulado no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006.
Na sentença, tornou-se definitiva a internação provisória decretada em relação a Y. M. S. e, em relação ao paciente L. A. P. J., as medidas foram suspensas até a realização de procedimento cirúrgico.
Em suas razões, sustenta a impetrante ser o caso de superação da Súmula 691/STF, ao argumento de que a decisão monocrática teria incorrido em flagrante ilegalidade ao afirmar a possibilidade de internação com base na equiparação do delito de tráfico de drogas a crime hediondo, em contrariedade à Súmula n. 492/STJ e ao sistema de proteção integral.
Defende não estarem presentes nenhuma das hipóteses legais autorizadoras da medida de internação previstas no rol taxativo do art. 122 da Lei n. 8.069/1990, aduzindo que não teria havido violência ou grave ameaça à pessoa tampouco teria se configurado reiteração em infrações graves e, ainda, não teria ocorrido descumprimento reiterado e injustificado de medida anterior.
Alega que a internação carece de fundamentação idônea, pois estaria amparada na gravidade abstrata do delito, na quantidade de droga apreendida e nas condições pessoais dos adolescentes, situações não previstas no rol legal.
