Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
HC 1029655/SP (2025/0319323-6)RELATOR:MINISTRO CARLOS PIRES BRANDÃOIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:LUIS CLAUDIO APARECIDO DE CAMARGOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado em favor de LUIS CLAUDIO APARECIDO DE CAMARGO, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, no bojo do Agravo de Execução n. 0008816-86.2025.8.26.0521.
Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante em 18/03/2024. Contudo, foi-lhe concedida liberdade provisória no dia seguinte, 19/03/2024, por ocasião da audiência de custódia.
O paciente permaneceu solto até 15/05/2024, quando sofreu nova prisão em flagrante, pela prática de outro delito (tráfico privilegiado). Esta segunda prisão foi convertida em preventiva e, posteriormente, fundamentada em título condenatório.
Em razão dos fatos, o Juízo da Execução (DEECRIM 10ª RAJ, Comarca de Sorocaba), ao indeferir pedido de retificação de cálculo, estabeleceu a data da última prisão (15/05/2024) como termo inicial para a execução e cálculo de benefícios.
Inconformada, a Defesa interpôs Agravo em Execução Penal, ao qual o Tribunal de origem negou provimento, mantendo a data de 15/05/2024 como marco inicial.
No presente writ, a Defensoria Pública alega, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal.
Sustenta que o cálculo de penas considera, de forma equivocada, a data de 15/05/2024 (data do segundo fato/prisão) como marco para o livramento condicional, em vez da data do primeiro fato (18/03/2024).
Argumenta que tal prática contraria o entendimento da Súmula 441 deste Superior Tribunal de Justiça, pois o cometimento do novo delito configuraria falta grave, a qual não interrompe o prazo para a obtenção do referido benefício.
Requer, assim, a concessão da ordem para que seja retificado o cálculo de penas.
