Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
HC 1117875/MG (2026/0319365-7)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAISADVOGADO:DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAISIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:S T DA S FINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de S. T. DA S. F. em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.
Consta dos autos que, em sentença, foi aplicada a medida socioeducativa de prestação de serviços à comunidade, pelo prazo de 6 meses, pela prática de ato infracional análogo ao crime previsto no art. 157, § 2º, II e VII, do Código Penal.
O Ministério Público interpôs recurso de apelação contra a sentença, o qual foi parcialmente provido para aplicar ao ora paciente a medida socioeducativa de semiliberdade, pelo prazo máximo de 3 anos, com reavaliação periódica a cada 6 meses, nos termos do art. 120, § 2º, do ECA.
A impetrante sustenta constrangimento ilegal na imposição de semiliberdade por ausência de fundamentação concreta e individualizada.
Alega que o Tribunal reconheceu primariedade, inexistência de histórico infracional, vínculos familiares preservados, matrícula no ensino médio e atividade laboral do paciente, mas agravou a medida com base na gravidade abstrata, sem apontar elementos concretos de risco de reiteração, dificuldades familiares, evasão escolar, resistência ao acompanhamento ou descumprimentos anteriores.
Assevera que as medidas em meio aberto são adequadas e que a semiliberdade foi justificada para os fins que o paciente já cumpre (frequência escolar e atividade externa), sem necessidade atual de restrição de liberdade.
Afirma que a semiliberdade pode comprometer escola e trabalho, assumindo viés retributivo e contrariando os princípios da excepcionalidade, proporcionalidade, brevidade e da proteção integral.
Defende ser indispensável base concreta e atual para medidas restritivas, não bastando a gravidade do ato, sobretudo diante de condições pessoais favoráveis.
