Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. ANDREY BORGES BATALHA (IMPETRANTE)
- Advogado
- ANDREY BORGES BATALHA (OAB 453901/SP)
HC 1030342/SP (2025/0323269-5)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:ANDREY BORGES BATALHAADVOGADO:ANDREY BORGES BATALHA - SP453901IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:JULIANA BISPO SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de JULIANA BISPO SILVA, contra ato do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Habeas Corpus n. 2245815-31.2025.8.26.0000).
Consta dos autos que a paciente foi condenada à pena de 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime tipificado no art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/06.
A condenação transitou em julgado em 28/6/2022.
A defesa formulou pedido de indulto ao juízo de primeira instância, que foi negado com base na pena máxima em abstrato do crime de tráfico em sua forma “comum”, conforme o art. 33, caput, da Lei n. 11.343/06.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus com pedido liminar perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Neste writ, a defesa alega que a negativa de prestação jurisdicional é evidente, pois o pedido liminar está pendente de análise há mais de vinte dias, enquanto a paciente está prestes a ser presa.
Sustenta que a paciente preenche todos os requisitos legais para concessão do indulto, conforme o Decreto n. 11.302/22, e que a jurisprudência do STF e do STJ já pacificou a questão, permitindo o indulto para condenações por tráfico privilegiado.
Aduz que a decisão do juízo a quo, ao negar o indulto com base na pena máxima em abstrato, usurpa a competência exclusiva do Presidente da República para delimitar os requisitos para concessão de indulto.
Requer, em liminar e no mérito, a concessão da ordem para determinar a extinção da punibilidade da paciente pela condenação à pena privativa de liberdade, nos termos do nciso II, do Código Penal.
