Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 1. HUGO MIGUEL NUNES (IMPETRANTE)
- Advogado
- HUGO MIGUEL NUNES (OAB 27813/ES)
HC 1118668/ES (2026/0324102-0)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:HUGO MIGUEL NUNESADVOGADO:HUGO MIGUEL NUNES - ES027813IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:LUAN RENATO TEOTONIO ARAUJOINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de LUAN RENATO TEOTONIO ARAUJO em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5016906-73.2026.8.08.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente, decorrente da suposta prática do delito capitulado no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, termos em que denunciado.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto há manifesto excesso de prazo para formação da culpa, com paralisação da Ação Penal por mais de 2 (dois) anos sem designação de audiência de instrução, atribuível à desídia estatal, o que caracteriza constrangimento ilegal autônomo.
Ressalta, ademais, que a segregação processual do paciente, com predicados pessoais favoráveis, encontra-se despida de fundamentação idônea, não estando presentes os seus requisitos autorizadores, previstos no art. 312 do Código de Processo Penal.
Argumenta que deixaram de ser explicitados os motivos para a não aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão, as quais se mostram adequadas e suficientes ao caso concreto, inclusive com possibilidade de ajuste para compatibilizar trabalho e estudo, diante da ausência de reiteração delitiva e do cumprimento das condições impostas por longo período.
Defende que está ausente a contemporaneidade dos motivos ensejadores da custódia cautelar, pois o decreto prisional de maio de 2026 se apoia em fatos pretéritos de junho de 2024, sem notícia de novos eventos capazes de indicar periculum libertatis atual.
Expõe que houve comportamento judicial contraditório e quebra da paridade de armas, porque o Juízo de primeiro grau, que se declarou incompetente para revogar ou substituir a monitoração eletrônica, determinou a prisão preventiva por suposto descumprimento da mesma medida, antes de o Tribunal de Justiça esclarecer a competência, criando cenário de violação ao devido processo legal e ao contraditório substancial.
