Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PÚBLICO
- Classe
- MANDADO DE SEGURANÇA
- Destinatários
- 2. FUNDAÇÃO CESGRANRIO (IMPETRADO), 3. PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CESGRANRIO (IMPETRADO), 4. MINISTRA DA GESTÃO E DA INOVAÇÃO EM SERVIÇOS PÚBLICOS (IMPETRADO), 1. ANDRE MAGALHAES BARBOSA (IMPETRANTE)
- Advogado
- DEBORA HYLLANA BASTOS MAGALHAES (OAB 226316/MG)
MS 31619/DF (2025/0327061-3)RELATOR:MINISTRO TEODORO SILVA SANTOSIMPETRANTE:ANDRE MAGALHAES BARBOSAADVOGADO:DEBORA HYLLANA BASTOS MAGALHAES - MG226316IMPETRADO:FUNDAÇÃO CESGRANRIOIMPETRADO:PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CESGRANRIOIMPETRADO:MINISTRA DA GESTÃO E DA INOVAÇÃO EM SERVIÇOS PÚBLICOSINTERESSADO:UNIÃO
DECISÃO
Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por ANDRÉ MAGALHÃES BARBOSA contra ato atribuído à Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e à Fundação Cesgranrio, em que o impetrante aduz não ter sido reconhecida a sua condição de cotista no Concurso Público Nacional Unificado (CNU).
Consta dos autos que o impetrante efetuou sua inscrição no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), organizado pelo Governo Federal, destinado ao preenchimento de vagas e à formação de cadastro reserva para cargos de nível superior, conforme previsto no edital n. 04/2024 - Concurso Público Nacional Unificado, de 10 de janeiro de 2024, bloco 4 - Trabalho e Saúde do Servidor. O candidato alega que participou da etapa referente à prova objetiva, tendo obtido pontuação necessária para habilitá-lo à correção de sua prova discursiva, conforme se depreende dos autos.
Argumenta que o resultado preliminar da prova discursiva foi divulgado em 8/10/2024. Contudo, a banca examinadora limitou-se a publicar as notas atribuídas aos candidatos, sem apresentar justificativas ou detalhamentos acerca dos equívocos identificados na prova do candidato. Não houve disponibilização de correção individualizada, restringindo-se a banca a divulgar as notas atribuídas de maneira genérica, sem qualquer fundamentação sobre os critérios utilizados para a pontuação.
Sustenta ainda:
Inconformado com a nota atribuída à sua prova discursiva, o requerente necessita interpor recurso administrativo visando à reavaliação de sua redação. Para isso, é indispensável que tenha acesso ao espelho de correção de sua prova contendo os critérios de correção e pontuação, a fim de identificar os pontos em que foi penalizado. Contudo, a banca examinadora Cesgranrio, em afronta a princípios constitucionais como o contraditório e a ampla defesa, deixou de disponibilizar qualquer documento que possibilite ao candidato compreender com exatidão os erros supostamente cometidos na elaboração de seu texto discursivo. Assim, sem o acesso integral ao espelho de correção individual, o candidato fica impossibilitado de impugnar adequadamente a nota atribuída.
