Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (IMPETRADO), 1. RINNA CALDEIRA PRATA DE ABREU BRITO (IMPETRANTE)
- Advogado
- RINNA CALDEIRA PRATA DE ABREU BRITO (OAB 32128/ES)
HC 1119307/ES (2026/0328360-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:RINNA CALDEIRA PRATA DE ABREU BRITOADVOGADO:RINNA CALDEIRA PRATA DE ABREU BRITO - ES032128IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOPACIENTE:MATHEUS MUNIZ DA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de MATHEUS MUNIZ DA SILVA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 5016654-70.2026.8.08.0000.
Consta dos autos a prisão em flagrante do paciente, posteriormente convertida em custódia preventiva, decorrente da suposta prática do delito capitulado no art. 129, § 13, do CP, na forma da Lei n. 11.340/2006, termos em que denunciado.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a decisão que manteve a prisão preventiva não apresentou fundamentação idônea e contemporânea, reproduzindo fundamentos pretéritos sem enfrentar fato novo relevante, em violação ao art. 315, § 2º, e ao art. 316, parágrafo único, do CPP.
Alega que não há justa causa diante da declaração da vítima afirmando que a discussão ocorreu em momento de nervosismo, que não se sente ameaçada e que a soltura do paciente não representa risco, o que deveria ter sido enfrentado especificamente ao aferir o periculum libertatis.
Afirma que a prova da materialidade é frágil diante da ausência de laudo pericial oficial direto, sustentando que os elementos informativos coligidos não seriam suficientes para manter a medida extrema.
Argumenta que há excesso de prazo na formação da culpa, pois o paciente está preso há mais de 6 (seis) meses sem início da instrução, com audiência designada para 27/08/2026.
Defende que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas do art. 319 do CPP para resguardar a integridade da vítima e a instrução, tornando desproporcional a manutenção da prisão preventiva.
