Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. MAURICIO DI SALVO ARTHUR (IMPETRANTE)
- Advogado
- MAURICIO DI SALVO ARTHUR (OAB 434448/SP)
HC 1031565/SP (2025/0330008-6)RELATOR:MINISTRO RIBEIRO DANTASIMPETRANTE:MAURICIO DI SALVO ARTHURADVOGADO:MAURICIO DI SALVO ARTHUR - SP434448IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:FABIANO SOUSA SILVAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se habeas corpus substitutivo de revisão criminal, com pedido liminar, impetrado em favor de FABIANO SOUSA SILVA, contra acórdão Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado por violação do art. 217-A, caput, c. c. o art. 71, caput, c. c. os artigos 71 e 226, II, do Código Penal, à pena de vinte e dois anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado.
O Tribunal de origem deu parcial provimento à apelação defensiva para reconhecer a atenuante da confissão espontânea em relação a três dos delitos, sem reflexo na pena final, e dar provimento ao recurso do Ministério Público, para estabelecer o aumento máximo pela continuidade delitiva e fixar a pena em vinte e cinco anos de reclusão, nos termos da seguinte ementa:
“Estupro praticado contra menor de quatorze anos cm continuidade delitiva, por sete vezes. Autoria c materialidade demonstradas. Estado de paternidade comprovado. Correta fixação da pena-base acima do mínimo. Caracterização da confissão espontânca cm relação a três dos crimes. Aumento decorrente da continuidade delitiva que deve ser o máximo para adequar-se aos critérios de censurabilidade e à finalidade do referido instituto. Regime prisional decorrente do caráter hediondo dos crimes. Recurso da Defesa provido em parte, para reconhecer a confissão espontânea cm relação a três dos crimes, sem reflexo na pena final. Recurso do Ministério Público provido, para armentar a pena no máximo pela continuidade delitiva" (e-STJ, fl.9)
Nesta Corte, a defesa alega, em síntese, que: (i) é desproporcional o aumento de 1/4 perpetrado na pena base; (ii) a confissão espontânea deve ter sido aplicada integralmente.
Requer a concessão da ordem para readequar a pena do paciente.
