Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ (IMPETRADO), 1. LUIZ CARLOS DOS ANJOS CEREJA (IMPETRANTE)
- Advogado
- LUIZ CARLOS DOS ANJOS CEREJA (OAB 6977/PA)
HC 1031562/PA (2025/0330104-7)RELATOR:MINISTRO MESSOD AZULAY NETOIMPETRANTE:LUIZ CARLOS DOS ANJOS CEREJAADVOGADO:LUIZ CARLOS DOS ANJOS CEREJA - PA006977IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁPACIENTE:JOSE ALVESCORRÉU:FERNANDO SILVA ALVESCORRÉU:WELINGTON RIBEIRO MARQUESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de JOSE ALVES, contra acórdão prolatado pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ.
Depreende-se dos autos que o paciente teve a prisão temporária convertida em preventiva, em 26/04/2024, encontrando-se denunciado pela suposta prática da conduta descrita no "art. 121, § 2°, I e IV c/c art. 61, II, “H”, todos do Código Penal" (fl. 26).
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem. A ordem foi denegada pela Corte local, em acórdão (fls. 11-22).
Na hipótese, a defesa alega a existência de constrangimento ilegal consubstanciado no encarceramento provisório mantido em desfavor do paciente.
Aduz falta de fundamentação para a segregação cautelar.
Sustenta a ocorrência de excesso de prazo.
Requer, ao final, a revogação da decisão que decretou a prisão preventiva do paciente.
É o relatório. DECIDO.
In casu, a prisão preventiva se encontra devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam a necessidade de encarceramento provisório, notadamente se considerada a gravidade concreta evidenciada pelo modus operandi da conduta, consistente em homicídio qualificado pelo motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa do ofendido, haja vista que, em tese, o paciente teria concorrido para empreitada criminosa que culminou na execução da vítima, morta por diversos disparos de arma de fogo; constando nos autos que ele seria o mandante do crime.
Tais circunstâncias demonstram a periculosidade do paciente, justificando a segregação cautelar para a garantia da ordem pública.
