Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. VICTOR ANTONIO DOS SANTOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- VICTOR ANTONIO DOS SANTOS (OAB 201579/MG)
HC 1120942/MG (2026/0337724-2)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:VICTOR ANTONIO DOS SANTOSADVOGADO:VICTOR ANTONIO DOS SANTOS - MG201579IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:OZANIAS VIEIRA DE ANDRADEINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de OZANIAS VIEIRA DE ANDRADE, contra acórdão prolatado pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS, que negou provimento à apelação defensiva e manteve a condenação pelo art. 217-A, c/c art. 226, inciso II, ambos do Código Penal, fixada em 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado (fl. 6):
"APELAÇÃO CRIMINAL – ESTUPRO DE VULNERÁVEL – PRELIMINARES DE VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO E DE QUEBRA DA CADEIA DE CUSTÓDIA – REJEIÇÃO – ABSOLVIÇÃO – DESCABIMENTO – DECOTE DA CAUSA DE AUMENTO RECONHECIDA – INVIABILIDADE.
1. De acordo com a técnica e regramento das nulidades, a ocorrência de defeito processual deve ser apontada pela defesa no primeiro momento que tiver oportunidade de fazê-lo, não podendo agitá-la tardiamente ou apenas em instante do procedimento que se revele mais conveniente a seu interesse, sob pena de caracterizar a inacolhível nulidade 'guardada'. 2. Suficientemente demonstrado que o agente praticou ato libidinoso com menor de 14 anos de idade, deve ser mantida a sua condenação pela prática do crime de estupro de vulnerável. 3. O fato de o acusado ser professor da menor é suficiente à caracterização da majorante disposta no artigo 226, II, do CP, pois o réu detinha autoridade moral sobre a vítima."
Consta dos autos que paciente foi denunciado pelo art. 217-A do Código Penal; após instrução, o Juízo da Vara única da Comarca de Rio Pomba julgou procedente a ação penal, condenando-o por estupro de vulnerável, com a causa de aumento prevista no art. 226, II, do Código Penal; interposta apelação pela defesa, o Tribunal de origem rejeitou as preliminares de violação ao contraditório e de quebra da cadeia de custódia e manteve a condenação, apontando a ocorrência de nulidade de algibeira e da preclusão temporal.
