Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS (IMPETRADO), 1. AYRTON AUGUSTO MIRANDA SOUSA (IMPETRANTE)
- Advogado
- AYRTON AUGUSTO MIRANDA SOUSA (OAB 28509/MT)
HC 1121046/GO (2026/0338150-6)RELATORA:MINISTRA NILSONI DE FREITAS (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJDFT)IMPETRANTE:AYRTON AUGUSTO MIRANDA SOUSAADVOGADO:AYRTON AUGUSTO MIRANDA SOUSA - MT028509OIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁSPACIENTE:PAULO RICARDO PEREIRA ALVESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de PAULO RICARDO PEREIRA ALVES apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS, nos autos do HC n. 5540633-32.2026.8.09.0014.
Extrai-se dos autos que o paciente foi preso em 10/6/2026, na cidade de Aragarças/GO, em cumprimento ao Mandado de Prisão n. 1003281-44.2026.8.11.0004.01.0008-07, expedido em 4/5/2026 pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças/MT, no âmbito de investigação que apura a suposta prática do crime de tráfico de drogas.
Segundo a defesa, a custódia foi comunicada ao Poder Judiciário diretamente pela unidade prisional, por intermédio do Departamento Penitenciário do Estado de Goiás, sem a apresentação de auto de prisão, relatório circunstanciado da diligência ou documento elaborado pela autoridade policial responsável pela abordagem e condução do paciente.
Na audiência de custódia realizada em 11/6/2026, a defesa suscitou a ausência do relatório da ação policial e da identificação dos agentes responsáveis pelo cumprimento do mandado, bem como a irregularidade decorrente de a comunicação ter sido efetuada diretamente pelo estabelecimento prisional. Com base nessas circunstâncias, requereu o relaxamento da prisão e, subsidiariamente, o saneamento das omissões documentais.
O Juízo da custódia indeferiu os pedidos e homologou o cumprimento do mandado, ao fundamento de que eventuais nulidades deveriam ser submetidas ao magistrado responsável pela decretação da medida.
Contra essa decisão a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.
Em 27/7/2026, a Primeira Câmara Criminal denegou a ordem, em razão da existência de título judicial aparentemente válido e vigente e da ausência de demonstração de prejuízo, nos termos do do Código de Processo Penal.
