Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. WENDEL ALVES FREIRE (IMPETRANTE)
- Advogado
- WENDEL ALVES FREIRE (OAB 117739/MG)
HC 1033971/MG (2025/0343627-3)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:WENDEL ALVES FREIREADVOGADO:WENDEL ALVES FREIRE - MG117739IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:MILTON GOMES RODRIGUESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de MILTON GOMES RODRIGUES em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 1.0000.25.336786-6/000.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 3 (três) anos, 3 (três) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e, também, à 9 (nove) meses e 10 (dez) dias de detenção e, ainda, à 1 (um) mês e 21 (vinte e um) dias de prisão simples, em regime inicial semiaberto, pela prática dos delitos capitulados no art. 129, § 13, combinado com o art. 121-A, § 1º, e art. 147, § 1º, todos do Código Penal, bem como pela contravenção penal prevista no art. 21, § 2º, do Decreto-Lei n. 3.688/1941.
Em suas razões, sustenta o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto não subsistem os requisitos autorizadores da medida extrema mantida na sentença, previstos no art. 312 do Código de Processo Penal.
Alega que a manutenção em sentença da segregação processual do paciente encontra-se despida de fundamentação idônea, pois amparada na mera gravidade abstrata do delito.
Argumenta que se revelam adequadas e suficientes as medidas cautelares alternativas positivadas no art. 319 do Código de Processo Penal.
Discorre que deixaram de ser explicitados os motivos que levaram à não aplicação das medidas cautelares alternativas à prisão, as quais se revelam adequadas e suficientes para o caso concreto.
Defende que há incompatibilidade entre a fixação do regime inicial semiaberto na sentença condenatória e a manutenção da prisão preventiva.
