Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. SAMARA BATISTA SANTOS (IMPETRANTE)
- Advogado
- SAMARA BATISTA SANTOS (OAB 12197/SE)
HC 1122325/SP (2026/0347649-1)RELATOR:MINISTRO OG FERNANDESIMPETRANTE:SAMARA BATISTA SANTOSADVOGADO:SAMARA BATISTA SANTOS - SE012197IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:JOSE EUDIMAR MAGALHAESINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de JOSÉ EUDIMAR MAGALHÃES em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 17 anos e 6 meses de reclusão no regime fechado como incurso nas sanções do art. 217-A do CP.
Aduz que foi aplicada a causa de aumento do art. 226, II, do CP sem comprovação de relação de autoridade, por analogia desfavorável, em afronta aos arts. 1º do CP e 5º, XXXIX, da CF.
Assevera que a prova oral, conforme moldura fática reconhecida, afasta a autoridade do paciente sobre a vítima, tornando indevido o incremento da pena pela majorante do art. 226, II, do CP.
Afirma que a pena-base foi majorada indevidamente pela vetorial “consequências do crime”, por ser efeito inerente ao tipo do art. 217-A do CP, sem demonstração de dano extraordinário.
Defende que não há laudos ou documentos que dimensionem prejuízo psicológico adicional e que há notícia de superação de sintomas, tornando inidônea a valoração negativa.
Sustenta que, expurgadas as ilegalidades, a pena deve ser recalculada, com impacto direto nos marcos executórios e na progressão de regime.
Pondera que há urgência, pois o paciente encontra-se preso e os marcos da execução estão fundados em pena indevida.
Informa que, liminarmente, pretende o recálculo provisório dos marcos ou a suspensão da fração excedente da reprimenda.
Relata que, no mérito, busca afastar a majorante do , do CP, reduzir a pena-base ao mínimo de 8 anos e redimensionar a pena definitiva, mantendo a fração de 1/6 de continuidade delitiva.
