HC 1122986/RJ (2026/0350545-1)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:LARISSA PALERMO FRADEADVOGADO:LARISSA PALERMO FRADE - SP306293IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIROPACIENTE:UELTON SANTOS DE LIMACORRÉU:ADAO JOSE DA ROCHACORRÉU:GABRIELE GONCALVES DE SOUZACORRÉU:EMILTON DA SILVA JACOBCORRÉU:NATALINO JOSE GUIMARAESCORRÉU:LUIVAN MARTINS DE OLIVEIRA BISPO DOS SANTOSCORRÉU:JAQUELINE CHAGAS RODRIGUES OLIVEIRACORRÉU:ESMERALDO DA CONCEICAOCORRÉU:BRUNA BARCELOS DA SILVACORRÉU:SILVAN MATIELI ESCAPINICORRÉU:LUIZ OLIVEIRA DE SOUZACORRÉU:MOISES SILVA DE SOUZAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de UELTON SANTOS DE LIMA em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 0050451-19.2026.8.19.0000.
Consta dos autos a prisão preventiva do paciente, decorrente de suposta prática dos delitos capitulados nos arts. 2º, §§ 2º e 4º, II, da Lei 12.850/2013, art. 50, parágrafo único, I e II, da Lei 6.766/1979, art. 38-A da Lei 9.605/1998 (por cinco vezes), tudo na forma do art. 69 do Código Penal, termos em que denunciado.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto há excesso de prazo para formação da culpa, com paralisação do feito, após o encerramento da instrução em 02.12.2025, por cerca de 7 meses, exclusivamente à espera das alegações finais do Ministério Público, apresentadas apenas em 25.06.2026.
Alega que a prisão preventiva está despida de fundamentação idônea, porque amparada em gravidade abstrata e fórmulas genéricas sobre garantia da ordem pública, conveniência da instrução e aplicação da lei penal, sem indicação de elementos concretos e contemporâneos do paciente.
Defende que não estão presentes os requisitos autorizadores da medida extrema previstos no do CPP, dado o esvaziamento da cautelaridade com o encerramento da instrução e a inexistência de risco atual à colheita probatória ou à aplicação da lei penal, inclusive porque já houve buscas e quebras de sigilo anteriores ao decreto.