Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (IMPETRADO), 1. THALIS FERNANDES DAS MERCES BATISTA (IMPETRANTE)
- Advogados
- ADRIENNY ARAUJO ALVES (OAB 202992/MG), THALIS FERNANDES DAS MERCES BATISTA (OAB 208384/MG)
HC 1035380/MG (2025/0352357-0)RELATORA:MINISTRA MARIA MARLUCE CALDASIMPETRANTE:THALIS FERNANDES DAS MERCES BATISTAADVOGADOS:THALIS FERNANDES DAS MERCES BATISTA - MG208384ADRIENNY ARAUJO ALVES - MG202992IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAISPACIENTE:UELESON ANDRADE MARTINSCORRÉU:REGINALDO ANDRADE MARTINSINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Ueleson Andrade Martins, no qual se alega coação ilegal referente ao acórdão de fls. 15-20 do Tribunal de origem, que denegou ordem de habeas corpus, assim ementado:
HABEAS CORPUS – DELITOS DE (1) ESTUPRO, (2) LESÃO CORPORAL SIMPLES, (3) AMEAÇA E (4) INVASÃO DE DOMICÍLIO QUALIFICADO PELO EMPREGO DE VIOLÊNCIA – DESPROPORCIONALIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR – QUESTÃO DE MÉRITO DA AÇÃO PENAL – IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DO TEMA NESTA VIA ESTREITA – PRISÃO PREVENTIVA – REVOGAÇÃO – PRESENÇA DE SEUS REQUISITOS INFORMADORES – DESCABIMENTO – CARÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO QUE DETERMINARA A CUSTÓDIA CAUTELAR – INOCORRÊNCIA – MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS – INSUFICIÊNCIA.
Consta nos autos que o paciente foi preso em flagrante no dia 17 de agosto de 2025, pela suposta prática dos delitos descritos nos arts. 147, 129 e 150, § 1º, do Código Penal (fls. 163-166).
O paciente foi denunciado pelos crimes previstos no artigo 213, caput, na forma do artigo 29, caput, artigo 129, §13, por três vezes, e artigo 150, §1º e 147, caput, por três vezes, todos do Código Penal, em concurso material. (fls. 22-29).
A defesa pleiteou a liberdade provisória no Tribunal de origem, no entanto, a ordem foi denegada (fls. 15-20).
No presente writ, a defesa sustenta que a prisão preventiva foi decretada sob a justificativa de resguardar a ordem pública, mas que tal fundamentação seria genérica e desproporcional, especialmente considerando que o paciente é primário, possui bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Alega ainda que o paciente reside em município distinto das supostas vítimas, o que afastaria qualquer risco de ameaça a elas. Requereu, no pedido liminar, a suspensão da decisão que decretou a custódia cautelar. No mérito, pugnou pela revogação definitiva da prisão (fls. 2-14).
