Intimação
D- Órgão
- SPF COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PENAL
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Destinatários
- 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (IMPETRADO), 1. JONAS AUGUSTO MORAIS RIBEIRO (IMPETRANTE)
- Advogado
- JONAS AUGUSTO MORAIS RIBEIRO (OAB 489537/SP)
HC 1036966/SP (2025/0362900-9)RELATOR:MINISTRO JOEL ILAN PACIORNIKIMPETRANTE:JONAS AUGUSTO MORAIS RIBEIROADVOGADO:JONAS AUGUSTO MORAIS RIBEIRO - SP489537IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:MARCOS DURVAL TORRES COSTAINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de MARCOS DURVAL TORRES COSTA, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento da Revisão Criminal n. 2370093-41.2024.8.26.0000.
Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 anos, 6 meses e 8 dias de reclusão, no regime inicial fechado, além do pagamento de 25 dias-multa, pela prática do crime tipificado no art. 304, c/c o art. 297, caput, c/c o art. 69 do Código Penal – CP.
Do que se pode depreender dos autos, após o trânsito em julgado da sentença condenatória, o Tribunal de origem, por maioria, teria julgado parcialmente procedente a revisão criminal apresentada pelo paciente, para anular o feito em relação ao crime perpetrado contra a Caixa Econômica Federal, nos termos do acórdão que restou assim ementado (fl. 47):
"DIREITO PENAL. REVISÃO CRIMINAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. NULIDADE. PARCIALMENTE PROCEDENTE. I. Caso em Exame. Revisão criminal proposta em face de v. acórdão que condenou o peticionário como incurso em uso de documento público falso, por duas vezes, em concurso material, ao cumprimento de 05 (cinco) anos, 06 (seis) meses e 08 (oito) dias de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 25 (vinte e cinco) dias- multa, no valor unitário mínimo. O sentenciado aponta nulidades processuais e, subsidiariamente, requer a absolvição por ausência de provas. II. Questão em Discussão. 2. Analisar (i) a incompetência da Justiça Estadual para julgar o crime cometido em agência da Caixa Econômica Federal, bem como o conexo delito praticado em instituição bancária privada (Bradesco); (ii) a nulidade da intimação do autor em cartório para constituição de novo patrono; e (iii) a absolvição por insuficiência probatória. III. Razões de Decidir. 3. A competência da Justiça Federal é atraída por se tratar de crime contra empresa pública federal. 4. A conduta praticada na agência bancária privada configura delito conexo e comporta julgamento unificado em âmbito federal, nos termos de precedente sumulado do C. STJ, eis que o peticionário se utilizou do mesmo artifício (cédula de identidade contendo sua foto e o nome de “Marcos Oliveira Costa”) para abertura de conta bancária. 5. Constatada a incompetência absoluta da Justiça Estadual, de rigor a anulação da sentença e do v. acórdão. IV. Dispositivo e Teses. 6. Revisão criminal parcialmente procedente para (i) anular a r. sentença e o v. acórdão proferido nos autos nº 0041258-68.2016.8.26.0506 por incompetência absoluta da Justiça Estadual, prejudicadas as teses secundárias e, via de consequência, determinar (ii) a remessa da referida ação penal à Justiça Federal para seu processamento e julgamento; e (iii) a expedição de alvará de soltura em favor do peticionário."
